Em sua visita ao Brasil, o papa Bento 16 deu um show de conservadorismo. Já se esperava que assim fosse, que ele repetiria que vem dizendo desde sempre sobre o aborto, camisinha, sexo antes do casamento etc. Mas, antes da chegada dele, havia uma esperança de que pudesse fazer alguma concessão em seu discurso inflexível que remonta à moral cristã de outros tempos, aos da Idade Média, no entender de alguns observadores. Mas o papa impôs a verdade da Igreja Católica, verdade à qual ele considera a única, e não tem conversa. Bento 16 é fundamentalista. Não podia ocorrer coisa pior ao catolicismo e a este momento histórico em que intransigências políticas e religiosas estão eriçadas. No Brasil, o papa confirmou o divórcio entre a Igreja Católica e a modernidade, distanciando do catolicismo uma legião de fiéis –que já não eram tão fiéis assim e agora menos ainda. Felizes devem estar os dirigentes das igrejas evangélicas pentecostais, que vão continuar “roubando” devotos do catolicismo. Igrejas cuja maioria é constituída, como sabe, de estabelecimentos de caca-níquel. Lamentável.
Ciência, saúde, religião, ateísmo, etc.
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