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No país da corrupção, PF é criticada por “excessos”


<– Cartum do Millôr
Apesar de o esquema de propina da Gautama ter atuado em pelo menos seis ministérios, conforme noticia hoje a Folha, e apesar de a corrupção sangrar os cofres públicos em cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, de acordo com o Estadão, tem muita gente criticando os “excessos” da Operação Navalha da Polícia Federal.
Políticos, advogados, juristas e jornalistas afirmam que, deste jeito, o Brasil vai se transformar num “país policialesco”.
Ora, isso é um discurso que serve a propósitos inconfessáveis.
Um dos primeiros a criticar a ação da PF foi o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, porque, como se sabe agora, ele está metido até o pescoço em maracutaias.
Pode-se criticar a PF de estar vazando informações para determinados veículos de imprensa, como a Veja, em vez de adotar uma política transparente de comunicação, mas a Operação Navalha não se trata de um abuso de autoridade, porque todas as prisões e busca de documentos têm sido feitas com autorização judicial.
Quem hoje diz temer um Brasil policialesco revela no mínimo condescendência para com o Brasil da corrupção.

PS.: Há jornalistas dizendo que a Veja devia "corroborar" as informações sobre Renan antes de publicá-las.

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