
De Paris, do seu blog, o professor Luiz Felipe de Alencastro chama o prefeito Cesar Maia (PFL), do Rio, de “preseperio” por ter criticado Lula pelo fato de o presidente ter dito que há terrorismo naquela cidade, o que espanta os turistas estrangeiros. Transcrevo:
No auge dos ataques a ônibus no Rio de Janeiro [foto], Lula chamou a bandidagem local de “terroristas”, suscitando uma resposta iracunda do prefeito carioca, embora o novo governador fluminense também tivesse classificado os criminosos de “facínora e terroristas”.
César Maia acusou Lula de comprometer as chances de o Rio de Janeiro sediar eventos internacionais. De quebra, o prefeito presepeiro deu uma estocada na política externa brasileira: "Lula resolve usar esta expressão - terrorismo- em relação ao Brasil, e mais, em relação ao Rio, sede do Pan, candidato a Olimpíada de 2016 e capital-Maracanã da Copa de 2014. Lula acaba de inserir o Brasil no roteiro terrorista internacional. É a chave de ouro de sua lombrosiana política externa."
Ora, as Olimpíadas de Atenas em 2004, ou a preparação das Olimpíadas de Londres, em 2012, mostram que o estatuto da segurança pública não depende de adjetivações. O ponto crucial – diferenciando São Paulo e o Rio de Janeiro das capitais européias citadas – consiste no fato de que a polícia brasileira não é confiável, para dizer o mínimo.
Há anos que o Exército trabalha lado a lado com a polícia nas principais cidades francesas. Como os turistas brasileiros já devem ter visto nos aeroportos parisienses, há rondas regulares de dois soldados em uniforme armados de metralhadora, junto com um policial com seu uniforme azul e sua pistola regulamentar. O policial interpela suspeitos e tem sua segurança garantida pelos dois soldados.
Nunca houve polêmica aqui sobre esta prática, ao contrário do que acontece no Brasil neste momento. Por quê? Porque -, mais uma vez -, o problema central na segurança pública em nosso país é o despreparo e a corrupção policial.
Observo que para a população do Rio (nesta discussão semântica, não podemos esquecer dela) tanto faz se ali existem facínoras ou terroristas. A violência à qual ela está exposta é a mesma.
> "Lula errou ao associar o Rio ao terrorismo".
xxx
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