Em seu boletim (o ex-blog) distribuído por e-mail, Cesar Maia (PFL), prefeito do Rio, transcreve parte de um artigo de Jorge Fernández Diaz da edição de ontem do jornal argentino La Nacional. Maia afirma que o que Diaz escreve sobre a Argentina se aplica também ao Brasil, quanto à oposição.
Entre outros pontos, destaca Diaz:
Não acompanho o dia-a-dia da política argentina. Mas me parece que Diaz e Maia têm razão. E a única diferença entre a oposição brasileira e a argentina é que uma fala português e outra, espanhol.
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Entre outros pontos, destaca Diaz:
Nunca em sua história um governo teve oposição mais pobre. A oposição na Argentina, hoje, não existe? Não é que não exista, mas não sabe a que se opor. O governo marcha orgulhoso pelas vias do partido único. Converteu-se num monstro temível, gelatinoso, e elástico que cresce e cresce ocupando tudo e devorando seus inimigos. O governo é um arqueiro de borracha com as pesquisas na mão que estica, estica em todas as direções e obtura os vazios.
A verdade é que, na oposição, ninguém oferece alternativa. O que tem feito é colocar uma idéia política: República x Populismo. Apela para defender os mecanismos republicanos ao avassalamento das instituições pelo governo. A deputada opositora (Carrió) diz que esta é uma luta moral contra um governo mafioso, mas ainda não existem provas concretas para que a sociedade creia ou queira crer. Talvez porque o jornalismo de investigação durma o sono dos justos.
Não acompanho o dia-a-dia da política argentina. Mas me parece que Diaz e Maia têm razão. E a única diferença entre a oposição brasileira e a argentina é que uma fala português e outra, espanhol.
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