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TV Globo demite jornalista suspeito de ter colaborado com máfia do caça-nível


No dia 9 de agosto deste ano, a Polícia Federal, com autorização da Justiça, interceptou o seguinte diálogo entre o jornalista da TV Globo José Messias Xavier, do RJTV, e Sílvio Maciel de Carvalho, advogado de Fernando Iggnácio, da máfia do caça-nível do Rio:

Sílvio Maciel de Carvalho: E aí? E o dinheirinho? Ajudou aí a importância?
José Messias Xavier: Ah, pô, com certeza, sempre ajuda, né?
Carvalho: Quebra um galho, né?
Messias: É, pô, isso aí, ajuda pra caramba.
O valor do “dinheirinho” seria de R$ 1 mil por mês. Em outro trecho da gravação o jornalista avisa quando e onde haverá uma blitz da polícia.

Messias: Fala amigo.
Carvalho: Oi, fala.
Messias: A operação vai sair amanhã aos trancos e barrancos.
Carvalho: Como?
Messias: Vai sair a PM e a Draco, igual dois alucinados, correndo atrás de nada, meu irmão.
A RJTV demitiu hoje o jornalista e colocou no ar uma detalhada reportagem sobre o assunto.
Messias negou tudo.


Na história recente da imprensa brasileira, não me lembro de um caso parecido com esse.

Espera-se que a emissora faça uma abordagem crítica de todas as reportagens feitas por Messias sobre a máfia do caça-níquel e a leve ao conhecimento do telespectador. O NYT fez isso quando descobriu em 2003 que um dos seus repórteres, Jayson Blair, vinha inventando informações e plagiando reportagens.

Íntegra da notícia que o RJTV colocou no ar. O site da emissora tem também o vídeo da reportagem. Publica a foto do mafioso Ignácio, mas não do Messias.

Repórter nega na Justiça que tenha ligação com criminosos.
end

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