Quando começou a chover críticas sobre a Gamecorp, a empresa de Fábio Luiz da Silva (foto), filho do Lula, o presidente socorreu-o com a afirmação de que o Lulinha é o seu “Ronaldinho”. Pois bem, a Gamecorp, que produz conteúdo para a PlayTV, teve este ano prejuízo de R$ 3,479 milhões. O “Ronaldinho” do Lula está marcando gols contra.
A oposição desconfia desse prejuízo, porque acha que pode haver mutreta na contabilidade da empresa. Mas desconfiança não vale para nada; é preciso ter provas.
O fato é que, com prejuízo ou com lucro, a Gamecorp sempre será uma empresa sob suspeita, e não custa lembrar mais uma vez por quê.
Primeiro porque a empresa recebe verba publicitária do governo federal, inclusive da Presidência da República –isso não é ilegal, mas é imoral. Segundo porque a a Gamecorp tem como sócia a Telemar, que é concessionária de um serviço público, a telefonia, e beneficiária de empréstimos do BNDES, banco de financiamento do governo. Em 2005, a Telemar repassou à Gamecorp R$ 5 milhões. E Lulinha aplicou na empresa apenas R$ 100 mil.
Ninguém há de dizer que a Telemar é boazinha porque é óbvio que, se a Gamecorp não fosse do Lulinha, ela não faria aporte de tostão algum.
Não é de hoje que no Brasil que os interesses privados e públicos têm uma relação promíscua, lesando direta ou indiretamente os cofres públicos.
A diferença é que, agora, o descaramento das maracutaias tem aumentado.
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