Embora pairem dúvidas sobre as origens dos recursos de sua campanha eleitoral de 2002 a senador, Aloizio Mercadante (foto) vinha conseguindo se manter relativamente limpo da lama que escoou este ano dos porões do PT, trazendo à luz gente como Marcos Valério. Pois bem, a assepsia do senador petista não resistiu à campanha eleitoral deste ano dele ao governo de São Paulo. A Polícia Federal de Mato Grosso indiciou cinco pessoas acusadas de envolvimento no caso da tentativa da compra de um suposto dossiê que comprometia o então candidato tucano José Serra. Aloizio Mercante é uma dessas pessoas..
Mercadante, como é de sua índole, reagiu enfático: criticou a Polícia Federal e argumentou que o nome dele nunca foi citado durante os três meses de investigações.
Surpresa seria se Mercadante e outros acusados não contestassem a Polícia Federal e assumissem responsabilidades.
O fato é que, no caso do dossiê, o homem da mala foi Hamilton Lacerda, então assessor do Mercadante. Lacerda teria entregue aos petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos R$ 1,7 milhão para a compra do documento. Padilha e Passos foram presos no dia 15 de setembro num hotel de São Paulo com toda essa grana (parte em real e parte em dólar). O sistema interno de tv do Hotel Íbis mostra que Lacerda ali esteve com uma mala em que estaria o dinheiro, de acordo com a PF.
Mercadante disse –claro– que não sabia de nada, como se o assessor dele pudesse se envolver numa maracutaia de tal monta por conta própria.
O senador espera que a Justiça rejeite as acusações da PF.
Suponho que o brasileiro espera que a Justiça faça justiça.
> Íntegra da notícia (Portal do Estadão).
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