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Empresas que usam trabalho escravo ajudam Ana Júlia a se eleger


Está na Folha de hoje: a senadora Ana Julia Carepa (foto), do PT, se elegeu governadora do Pará porque, entre outras coisas, é uma combatente histórica do trabalho escravo. Ana é autora de projeto de lei que impede que as empresas que constem da lista desse tipo de trabalho tenham empréstimos de instituições financeiras públicas.

Até aqui, tudo bem. Palmas para a Ana Júlia.

Ocorre que três siderúrgicas acusadas de utilizarem a mão-de-obra escrava por intermédio de carvoarias do Pará e do Maranhão estão entre as doadoras de recursos à campanha eleitoral de Ana.

Mas a governadora eleita diz que não teve contato com as empresas que lhe ajudaram na campanha. Mas, se for verdade, isso tem importância?

Ana Júlia deveria recusar ou devolver as doações para manter limpo o seu currículo.

O deputado federal eleito Paulo Rocha (PT), outro ferrenho combatente do trabalho escravo no Pará, também foi agraciado pelas siderúrgicas autuadas pelo Ministério do Trabalho.

O projeto de lei de Ana Júlia encontra-se em tramitação no Congresso. Até quando não se sabe.

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