Numa nota recente (ver abaixo), destaquei a informação de que a campanha a presidência do tucano Geraldo Alckmin gastava o dinheiro que não tinha enquanto o candidato prometia aos eleitores, caso eleito, um "choque de gestão" no governo do país. Ele poderia ter adotado o que prega em suas próprias contas. Acrescentei que provavelmente a campanha do Lula, sempre na liderança das pesquisas, não teria apresentado tal problema, porque o PT, como se sabe, neste ano fez minar dinheiro de tudo quanto é lugar, até de cuecas.
Mas estava enganado. Leio na Folha deste domingo que a campanha do petista fechou com um buraco de R$ 5 milhões. Mas essa é uma informação oficial, porque se fala que o rombo na verdade é de R$ 10 milhões. Ou seja, mais ou menos no mesmo valor do desequilíbrio das contas do candidato do PSDB. Inicialmente, os petistas estimaram que os gastos da campanha seriam de R$ 89 milhões, mas chegou a R$ 115 milhões.
Ou seja, para que a economia do país nos próximos quatro anos não tenha a expansão ridícula que teve no primeiro mandato do Lula, o presidente vai ter de fazer o que não conseguiu em sua própria campanha reeleitoral: cortar gastos, muitos gastos.
Até a próxima terça-feira, os partidos vão ter de dar um jeito de tapar os buracos, porque as contas de campanha terão de ser encaminhadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Quem ninguém fique sem dormir por causa disso. Porque no último instante, nesses casos, o dinheiro sempre aparece. De onde, nem sempre se sabe.
xx
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