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“Italianos” se esgrimam na internet

Estaria havendo uma guerra sanguinolenta entre famílias mafiosas italianas que aqui se aportaram sorrateiramente? Nada disso, e ainda bem, porque aqui já temos o PCC. Trata-se apenas de mais uma troca de farpas com sotaque italiano entre Diogo Mainardi e Mino Carta. Em seu podcast, no site da Veja, Diogo leu um trecho do livro da escritora norueguesa Asne Seierstad “101 Dias de Badgá”, cujo protagonista se chama... Mino.

Diz Diogo:

“Mino é um batedor de carteiras. Um patife. Um ladrúnculo da pior espécie. Digo ladrúnculo em virtude de sua estatura diminuta. Mino é pequeno. É grotescamente pequeno. É asquerosamente pequeno. Mino é asquerosamente pequeno e só pensa em roubar. Ele gosta de dinheiro. De dinheiro dos outros. Mino é conhecido por sua estatura diminuta, por sua falta de escrúpulos quando se trata de tomar o dinheiro alheio e por sua vozinha estridente, repulsiva”.

O Mino do livro é um macaco.

Em seu blog, Mino, o jornalista, demonstrou que sentiu o golpe, principalmente quanto a sua altura. Num texto em que começa dizendo ter “vergonha de viver no Brasil”, diz, entre outras coisas, o seguinte:

Este é o País onde há quem diga que você não presta porque não mede um metro e oitenta, e o definem como ladrão sem incomodar-se com os verdadeiros ladrões. Em dia recente, um caluniador contumaz surgiu na minha frente, estava atrás da janela de um táxi e eu na calçada. Ele me viu, e o táxi, que já estacionava no meio fio, saiu de carreira. Trata-se de um covarde. Outras coisas poderia dizer dele, mas não cairei nos seus hábitos, ainda sou partidário da antiqüíssima máxima: in dubio pro reo. Covarde, no entanto, ele é, como um dos patrões dele, que também fugiu faz trinta anos, para ser preciso. E o homem tem um metro e oitenta. Quanto à minha estatura, de fato não é avantajada. Sou apenas do tamanho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que felizmente foi reeleito. Mas o caluniador, entendam, fisicamente não é tão grande assim. Aliás, eu o enxergo mínimo.

Eis aí –como direi?– uma contenda entre “italianos” que não acabará em pizza, mas que também não se espere arrebatadas conseqüências, apesar das ameaças.

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