
Diz Diogo:
“Mino é um batedor de carteiras. Um patife. Um ladrúnculo da pior espécie. Digo ladrúnculo em virtude de sua estatura diminuta. Mino é pequeno. É grotescamente pequeno. É asquerosamente pequeno. Mino é asquerosamente pequeno e só pensa em roubar. Ele gosta de dinheiro. De dinheiro dos outros. Mino é conhecido por sua estatura diminuta, por sua falta de escrúpulos quando se trata de tomar o dinheiro alheio e por sua vozinha estridente, repulsiva”.
O Mino do livro é um macaco.
Em seu blog, Mino, o jornalista, demonstrou que sentiu o golpe, principalmente quanto a sua altura. Num texto em que começa dizendo ter “vergonha de viver no Brasil”, diz, entre outras coisas, o seguinte:
Este é o País onde há quem diga que você não presta porque não mede um metro e oitenta, e o definem como ladrão sem incomodar-se com os verdadeiros ladrões. Em dia recente, um caluniador contumaz surgiu na minha frente, estava atrás da janela de um táxi e eu na calçada. Ele me viu, e o táxi, que já estacionava no meio fio, saiu de carreira. Trata-se de um covarde. Outras coisas poderia dizer dele, mas não cairei nos seus hábitos, ainda sou partidário da antiqüíssima máxima: in dubio pro reo. Covarde, no entanto, ele é, como um dos patrões dele, que também fugiu faz trinta anos, para ser preciso. E o homem tem um metro e oitenta. Quanto à minha estatura, de fato não é avantajada. Sou apenas do tamanho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que felizmente foi reeleito. Mas o caluniador, entendam, fisicamente não é tão grande assim. Aliás, eu o enxergo mínimo.
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