O senador tucano Eduardo Azeredo admite retirar a obrigatoriedade de cadastramento detalhado de internauta em provedor do projeto de lei do cibercrimes. Trata-se de uma esperteza política: ele vai recuar porque sabe que dificilmente o projeto do jeito que se encontra será aprovado, considerando a reação que houve de diversos setores da sociedade.Azeredo tem sido alvo de uma saraivada de críticas, entre as quais a de que ele age movido por interesses do lobby do sistema financeiro, que perde todo mês milhões de reais para os invasores de contas de correntistas porque não consegue combatê-los eficientemente. O senador, claro, nega que esteja a serviço do lobby, embora a campanha dele para o Senado tenha recebido financiamento de uma empresa, a Scopus, ligada ao Bradesco.
É evidente que o cibercrimes tem de sem combatido por uma legislação atualizada, mas o problema do projeto do qual Azeredo é relator é que considera suspeitos todos os internautas.
Hoje, Azeredo é o inimigo número um da blogosfera, e todos os seus movimentos estão sendo vigiados. Por esta ele não esperava, depois de ter deixado a presidência do PSDB por ter sido acusado ter criado em 1988, durante campanha eleitoral dele para o governo de Minas, o valerioduto, em associação com Marcos Valério, que depois viria ser muito útil ao PT. Mas essa é outra história.
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