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No baralho do mensalão, Lula é o ás de espada

Nas bancas de camelôs de São Paulo e Rio faz sucesso o "baralho do mensalão", cujo ás de espada é (adivinhe?) o Lula. Uma das regras do roubo é "não roubar", rá, rá, rá. Transcrevo notícia da Folha:
 

7/09/2006 - 09h07
Presidente vira carta em "baralho do mensalão"
CRISTINA TARDÁGUILA
colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro

Em circulação há uma semana em bancas de jornais e de camelôs em São Paulo e Rio, o "baralho do mensalão" traz o rosto de personalidades supostamente envolvidas no escândalo de compra de votos de parlamentares em vez das tradicionais figuras do carteado.

A idéia do baralho surgiu há cerca de dois meses, quando amigos jogavam cartas usando um baralho publicado pelo governo americano no início da guerra no Iraque com o rosto dos que deveriam ser capturados na região, entre eles o ex-presidente Saddam Hussein.

Como no caso americano, a associação da pessoa à carta na versão brasileira seguiu uma lógica: quanto mais importante ela fosse no escândalo mais alta seria sua posição no baralho. Assim, transformaram-se em ás o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (espadas), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares (paus), o ex-deputado Roberto Jefferson (ouros) e o publicitário Marcos Valério (copas). Os reis são o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o publicitário Duda Mendonça, o ex-secretário de Ribeirão Preto Rogério Buratti e o relator da CPI do Banestado deputado José Mentor. Só há um tucano nele, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo.

As quatro damas são a ex-secretária de Marcos Valério Karina Somaggio, a ex-assessora Camilla Amaral, que posou nua para uma revista, a diretora da SMPB, Simone Vasconcelos, e a deputada Angela Guadagnin, famosa pela chamada "dança da pizza".

Nas regras, a primeira ordem é clara: "Não vale roubar! Siga as regras do jogo ou a próxima carta pode ser você". Já saíram 35 mil exemplares do baralho, que em alguns pontos custa R$ 10 e em outros R$ 5. Em São Paulo, pode ser achado em bancas do circuito Itaim-Jardins-Paulista. No Rio, com camelôs do centro e em bancas de Ipanema e Leblon.


Observação: daria para fazer dois jogos diferentes de baralho, porque faltaram o Palocci, o Genoino, o Silvinho Pereira, Waldomiro e tantos outros.

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