Do site Contas Abertas:
Ong ligada a Lorenzetti recebeu
R$ 18,5 milhões do governo
A ONG Unitrabalho, que tem como colaborador Jorge Lorenzetti, acusado de estar envolvido na compra do dossiê para incriminar tucanos, recebeu R$ 18,5 milhões da União desde o início do governo petista até setembro deste ano. Coincidência ou não, desse dinheiro, R$ 4,1 milhões foram pagos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na última quinta-feira (15/9), um dia antes de Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha serem presos portando R$ 1,7 milhão.
Este ano, a Unitrabalho (Fundação Interuniversitária de Estudo e Pesquisa sobre o Trabalho) recebeu R$ 4,4 milhões dos cofres federais, dos quais mais de 90% foram pagos na semana passada. O total repassado até agora em 2006 é cinco vezes maior do que toda a quantia desembolsada no período entre 1996 e o final do governo Fernando Henrique Cardoso, que não chega sequer a R$ 1 milhão. No ano passado, o montante foi ainda mais expressivo com repasses da ordem de R$ 7,2 milhões. As transferências em 2003 e 2004, feitas em favor da ONG que conta com o apoio de Lorenzetti chegam a quase R$ 7 milhões.
Desde o início do governo petista, o órgão que mais repassou recursos à fundação por meio de convênios foi o Ministério do Trabalho e Emprego com R$ 14 milhões. Apenas um convênio celebrado entre a Unitrabalho e o MTE em 2005 para a avaliação do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), custou R$ 6,9 milhões aos cofres públicos. Outro, no valor de R$ 4,6 milhões, foi firmado em 2004 com o mesmo objetivo. Clique aqui para ver os convênios com o MTE.
A Finep, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também repassou quantias expressivas à Unitrabalho. De 2004 para cá, a financiadora estatal pagou à ONG um total de R$ 2,5 milhões. A fundação prestava serviços relacionados ao desenvolvimento e à ampliação de incubadoras e projetos de integração e inclusão social.
Ao que tudo indica, a Unitrabalho conseguiu oportunidades em diversos ministérios. Além do MTE e do MCT, também firmou convênio com o Ministério da educação (MEC) no valor de R$ 2 milhões para o "desenvolvimento de ações que promovam a qualidade de ensino de jovens e adultos".
Entenda mais sobre o caso
O nome de Jorge Lorenzetti foi citado no depoimento à Polícia Federal de Freud Godoy, ex-assessor pessoal do presidente Lula. De acordo com Godoy, Lorenzetti foi quem intermediou os encontros que teve com o advogado Gedimar Passos. Ambos estariam à frente da compra do dossiê com documentos que comprovariam a participação de Geraldo Alckimin e José Serra no escândalo das sanguessugas.
Godoy confirmou ter se encontrado quatro vezes com o advogado Gedimar Passos em Brasília, mas negou qualquer envolvimento com a compra de dossiê dos donos da Planam. Segundo o assessor, Jorge Lorenzetti o apresentou ao advogado. Dirigentes do PT e da campanha da reeleição estão na expectativa de que Lorenzetti assuma nas próximas horas a responsabilidade pela operação de compra do dossiê contra Serra".
Entrevista publicada no site do Banco do Brasil de outubro de 2004 se refere a Lorenzetti como coordenador da Rede Unitrabalho. Quase um ano antes, em novembro de 2003, ele aparece como representante nacional da Rede, dessa vez no site da prefeitura de Recife (PE). Na página da Unitrabalho na Internet, o nome de Lorenzetti não aparece entre os atuais diretores e coordenadores da fundação. O Contas Abertas entrou em contato com a assessoria de comunicação da Unitrabalho, que não soube informar a atual ligação da rede com o petista.
Currículo Extenso
Além da Unitrabalho, Lorenzetti era até hoje um dos coordenadores da campanha à reeleição do Presidente Lula como chefe do "dispositivo de tratamento de informações". De março do ano passado até agosto deste ano, era diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) quando pediu licença do cargo para integrar a campanha à reeleição do presidente, em Brasília. Na campanha, Lorenzetti era o superior imediato do ex-policial Gedimar Passos Pereira, preso na sexta-feira.
Ex-dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lorenzetti possui trânsito livre no Palácio do Planalto e é amigo pessoal de Lula. Além dos cargos mais importantes, é também o churrasqueiro preferencial do presidente nos encontros promovidos na Granja do Torto.
Aline Sá Teles e Mariana Braga
Do Contas Abertas
Ong ligada a Lorenzetti recebeu
R$ 18,5 milhões do governo
A ONG Unitrabalho, que tem como colaborador Jorge Lorenzetti, acusado de estar envolvido na compra do dossiê para incriminar tucanos, recebeu R$ 18,5 milhões da União desde o início do governo petista até setembro deste ano. Coincidência ou não, desse dinheiro, R$ 4,1 milhões foram pagos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na última quinta-feira (15/9), um dia antes de Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha serem presos portando R$ 1,7 milhão.
Este ano, a Unitrabalho (Fundação Interuniversitária de Estudo e Pesquisa sobre o Trabalho) recebeu R$ 4,4 milhões dos cofres federais, dos quais mais de 90% foram pagos na semana passada. O total repassado até agora em 2006 é cinco vezes maior do que toda a quantia desembolsada no período entre 1996 e o final do governo Fernando Henrique Cardoso, que não chega sequer a R$ 1 milhão. No ano passado, o montante foi ainda mais expressivo com repasses da ordem de R$ 7,2 milhões. As transferências em 2003 e 2004, feitas em favor da ONG que conta com o apoio de Lorenzetti chegam a quase R$ 7 milhões.
Desde o início do governo petista, o órgão que mais repassou recursos à fundação por meio de convênios foi o Ministério do Trabalho e Emprego com R$ 14 milhões. Apenas um convênio celebrado entre a Unitrabalho e o MTE em 2005 para a avaliação do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), custou R$ 6,9 milhões aos cofres públicos. Outro, no valor de R$ 4,6 milhões, foi firmado em 2004 com o mesmo objetivo. Clique aqui para ver os convênios com o MTE.
A Finep, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), também repassou quantias expressivas à Unitrabalho. De 2004 para cá, a financiadora estatal pagou à ONG um total de R$ 2,5 milhões. A fundação prestava serviços relacionados ao desenvolvimento e à ampliação de incubadoras e projetos de integração e inclusão social.
Ao que tudo indica, a Unitrabalho conseguiu oportunidades em diversos ministérios. Além do MTE e do MCT, também firmou convênio com o Ministério da educação (MEC) no valor de R$ 2 milhões para o "desenvolvimento de ações que promovam a qualidade de ensino de jovens e adultos".
Entenda mais sobre o caso
O nome de Jorge Lorenzetti foi citado no depoimento à Polícia Federal de Freud Godoy, ex-assessor pessoal do presidente Lula. De acordo com Godoy, Lorenzetti foi quem intermediou os encontros que teve com o advogado Gedimar Passos. Ambos estariam à frente da compra do dossiê com documentos que comprovariam a participação de Geraldo Alckimin e José Serra no escândalo das sanguessugas.
Godoy confirmou ter se encontrado quatro vezes com o advogado Gedimar Passos em Brasília, mas negou qualquer envolvimento com a compra de dossiê dos donos da Planam. Segundo o assessor, Jorge Lorenzetti o apresentou ao advogado. Dirigentes do PT e da campanha da reeleição estão na expectativa de que Lorenzetti assuma nas próximas horas a responsabilidade pela operação de compra do dossiê contra Serra".
Entrevista publicada no site do Banco do Brasil de outubro de 2004 se refere a Lorenzetti como coordenador da Rede Unitrabalho. Quase um ano antes, em novembro de 2003, ele aparece como representante nacional da Rede, dessa vez no site da prefeitura de Recife (PE). Na página da Unitrabalho na Internet, o nome de Lorenzetti não aparece entre os atuais diretores e coordenadores da fundação. O Contas Abertas entrou em contato com a assessoria de comunicação da Unitrabalho, que não soube informar a atual ligação da rede com o petista.
Currículo Extenso
Além da Unitrabalho, Lorenzetti era até hoje um dos coordenadores da campanha à reeleição do Presidente Lula como chefe do "dispositivo de tratamento de informações". De março do ano passado até agosto deste ano, era diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) quando pediu licença do cargo para integrar a campanha à reeleição do presidente, em Brasília. Na campanha, Lorenzetti era o superior imediato do ex-policial Gedimar Passos Pereira, preso na sexta-feira.
Ex-dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lorenzetti possui trânsito livre no Palácio do Planalto e é amigo pessoal de Lula. Além dos cargos mais importantes, é também o churrasqueiro preferencial do presidente nos encontros promovidos na Granja do Torto.
Aline Sá Teles e Mariana Braga
Do Contas Abertas
Comento: mais um caso a se investigar. São tantos... Pelo jeito, a corrupção deste governo vai ficar na história. Em comparação com Lula, Collor é pinto, e daqueles bem miudinhos.
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