Dívida de igrejas desfalca fundo de aposentado e desempregado


Pastores deixam de
 pagar R$ 920 milhões

As igrejas desfrutam de imunidade tributária em suas atividades que decorrem da crença, mas elas precisam pagar contribuições relativas a empreendimentos comerciais, que nada têm a ver com religião.

Dessas contribuições, a principais são PIS, COFINS e INSS.

Até o momento, desses impostos e tributos à União, as igrejas deixaram de pagar o total estimado em R$ 920 milhões, devendo chegar logo em um R$ 1 bilhão.

Para saber quem as igrejas estão prejudicando com esse calote, é preciso desmembrar as siglas e lembrar para onde vão seus recursos.

PIS é Programa de Integração Social. Sua arrecadação se destina principalmente ao pagamento do seguro-desemprego e abono.

COFINS é Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, que arrecada recursos para a previdência, saúde pública e assistência social.

INSS é Instituto Nacional do Seguro Social, que garante o pagamento aos aposentados e benefícios aos trabalhadores.


Ou seja, quando deixam de cumprir a obrigação desses pagamentos, as igrejas lesam diretamente os desempregados, aposentados e trabalhadores.

É isso que imprensa e autoridades deveram ressaltar.

Pode-se argumentar, a favor delas, que nem sempre é possível pagar em dia a pesada carga tributária brasileira.

Mas igrejas revelam, sem trocadilho, ter má-fé, porque tentaram obter o perdão dessa dívida por intermédio da medida provisória do novo Refis.

Tentativa de golpe de alta malandragem.

Por uma lógica elementar, instituições religiosas não deveriam ter atividades não religiosas.

E já que podem ter negócios, em paralelo aos seus rituais, as igrejas deveriam esforçar para não atrasar os tributos, sem fazer “caridade” às avessas, tirando recurso de quem precisa.

Com informação do UOL e de outras fontes.




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