Milícia religiosa é suspeita de ataques a terreiros do Rio


Ação de traficantes ligados a pastores

O Governo do Rio suspeita que uma milícia religiosa, formada por traficantes ligados a pastores, seja a responsável pelos ataques a terreiros de candomblé e umbanda na cidade carioca e Baixa Fluminense.

“Estamos recebendo denúncias de que falsos pastores têm criado uma relação com o tráfico de drogas de regiões como as de Nova Iguaçu, para lavar o dinheiro do tráfico dentro das igrejas”, disse o secretário Átila Nunes, de Direitos Humanos e Polícias para Mulheres e Idosos.

Nunes não explicou qual seria, para ele, a diferença entre um “falso” pastor e um “verdadeiro”.

Ele usou o termo “milícia religiosa” pela primeira vez em agosto de 2017, ao informar que os ataques têm sido feitos por pessoas mascaradas.


“A perseguição é religiosa”, disse o secretário.

“Eles [os bandidos] atacam os umbandistas e condomblecistas.”

A Polícia Civil disse não haver provas de que um grupo criminoso esteja agindo por motivo religioso, mas até agora ela não prendeu sequer um suspeito, embora, nas últimas semanas, tenha havido pelo menos oito invasões e depredação de terreiros.

A Mãe Elaine de Oxalá afirmou ter informação de que um traficante mandou fechar um terreiro em Nova Iguaçu.

A associação de traficantes com religiosos não é nova nos morros cariocas.

Em 2013, este site informou que traficantes evangélicos proíbem no Rio cultos de matriz africana.

A consolidação desse tipo de crime levou a Polícia Civil a decidir a criar a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Com informação do Extra, Uol e de outras fontes. A foto se refere a um ataque a um terreiro em 2014.




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