Político português Mário Soares era filho de padre e ateu

Quando esteve no Brasil em 1998, entre tantas outras vindas posteriores, o político português Mário Soares (foto) pediu aos jornalistas para que não fosse fotografado na capela do Palácio São Clemente, sede do consultado português no Rio.

Soares foi presidente de
Portugal por dez anos,
em dois mandatos
Ele explicou: “Sou ateu”.

Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa em 7 de dezembro de 1924 e morreu na mesma cidade em 7 de janeiro de 2017.

O fato de ser ateu assumido não prejudicou sua ascensão na política, em um período de conturbação no seu país. 

Ele se destacou na luta contra a ditadura salazarista
Co-fundador do Partido Socialista, ele foi presidente de Portugal entre 1986 e 1996 e entre 1991 e 1996.

Mário Soares era filho da professora primária Elisa Nobre Baptista e do padre e professor João Lopes Soares.

Quando Soares nasceu, seu pai ainda usava batina e já tido um filho com uma “senhora ilustre”.

“Meu pai era mulherengo.”

João Soares obteve uma autorização do Vaticano para se casar, “porque ele não queria eu fosse filho legítimo”, disse o ex-presidente.

Certamente para não perder os votos dos crentes, Mário Soares gostava de dizer que era um “não religioso”, sem ser anticrença.

Em uma das últimas entrevistas de Soares, concedida em 2016, o jornalista lhe perguntou se, em momentos difíceis, teve a tentação de acreditar em Deus.

“Deus? Isso nunca me vem à cabeça”.

Com informação do Jornali e de outras fontes e foto de divulgação.

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