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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro foi um ateu que tinha admiração por Jesus Cristo

Cubano defendia valores cristãos
Fidel Castro (1926-2016), na foto, foi um ateu que propagava valores cristãos. Há dúvida, inclusive, de que ele tenha sido verdadeiramente um descrente. Entre seus grandes amigos estava o brasileiro Frei Beto.

Castro foi autor de frases como “Ele (Jesus Cristo) foi o primeiro comunista. Repartiu o pão, repartiu os peixes e transformou a água em vinho” e “Quem trai o pobre, trai a Cristo.”

O ditador de Cuba parecia acreditar que Cristo tinha sido uma versão santa do revolucionário Che Guevara.

Certa vez, disse a Frei Beto: "Ao longo destes anos, tive a oportunidade de expressar a coerência que existe entre o pensamento cristão e o pensamento revolucionário".

Fidel teve uma formação jesuíta e foi batizado como católico.

Quando assumiu o poder, com a revolução de 1959, fechou escolas religiosas e perseguiu padres, instituindo o ateísmo de Estado. Cerca de 80% dos sacerdotes tiveram de deixar o país por se sentiram ameaçados, inclusive correndo risco de morte.

Somente em 1992, o IV Congresso do Partido Comunista aceitou a militância dos crentes, admitindo a liberdade de cultos.

Mais recentemente, desde João Paulo II, o governo cubano se aproximou da Igreja Católica.

O papa Francisco, que esteve na ilha em setembro de 2015, teve um papel importante na reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.

Embora oficialmente apenas 5% da população sejam católicos, mais de um milhão de pessoas compareceram à missa campal de Francisco.

Na estimativa da Igreja Católica, o real percentual de fiéis representa 60% da população.

Apesar do ateísmo de Estado, i que existe mesmo em Cuba é um sincronismo religiosos, com forte influência africana. Um dos cultos mais populares na ilha é a Santeria, que tem semelhança com a Umbanda.

Nos últimos anos, igrejas evangélicas têm se expandindo em Cuba.

Afastado do poder desde dezembro de 2007, cedendo a cadeira do poder ao seu irmão, Fidel costumava dizer que a história o absolveria. Vai ser difícil em um ocidente que continua valorizando a democracia.

Ele morreu em consequência de um câncer no intestino.

O homofóbico Fidel sempre será um personagem contravertido. Há quem o ame e quem o odeie.

Mas quem negar que somente nos anos 1960 Fidel Castro mandou matar cerca de 10 mil opositores estará fechando os olhos para a verdade.



Com informação das agências e foto de divulgação


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Fidel está cada vez mais perto da religião, afirma jornal


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