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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Escolha de Francisco para papa foi de mau gosto, dizia Babenco

Quando o Vaticano anunciou o bispo argentino José Mário Bergoglio como sucessor do papa Bento 16 (foto), Héctor Babenco, cineasta argentino radicado no Brasil, fez um comentário franco e direito, bem no seu estilo,

Ateu convicto,
 cineasta só acredita
no acaso
“Não posso falar muito sem conhecer o perfil dele [do novo papa], mas pode colocar que é um puta mau gosto", disse.

"Qualquer membro da Igreja Católica argentina é nefasto, mancomunado com o Estado, com militares e apoiadores da tortura. A única virtude de termos um papa argentino é que ele come carne."

Em uma entrevista a Drauzio Varella em junho de 2013, Babenco disse que nos anos 70 e 80 a ditadura militar argentina cometeu grandes atrocidades, e a Igreja Católica nunca se colocou contra, mas, sim, a favor, abençoando generais.

Retoricamente, o cineasta perguntou onde estava naquela época o futuro papa, o bispo Bergoglio.

Filho de judeus, Babenco, um ateu convicto, nasceu em Mar Del Plata em 7 de fevereiro de 1946  e morreu no dia 13 de julho de 2016 em São Paulo. Ele sofria de câncer havia há 30 anos e morreu de parada cardíaca.

Entre seus filmes mais famosos se destacam “Pixote”, “Lei do Mais Fraco” e “Carandiru”.

A longa doença não o fez aderir a nenhuma crença.

Na referida entrevista, Babenco disse que, como ateu, só acredita no ocaso.

"As coisas do universo do improvável é que têm demonstrarem que elas existem, e não ele procurar provar a existência delas", afirmou.

Com informação de entrevistas do cineasta e de outros fontes e foto de divulgação. 






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