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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Papa afirma que dá murro em quem falar mal da mãe dele

Francisco faz afirmação que
respalda atentados islâmicos
A menos de dez dias do atentado islâmico ao jornal parisiense Charlie Hebdo que matou 16 pessoas, o papa Francisco usou um recurso de retórica que faz apologia à violência.

Disse que, se Alberto Gasbarri, o responsável pela suas viagens internacionais, falasse “uma palavra feia” sobre sua mãe, ele daria um murro no amigo. “É normal.”

Em viagens a países asiáticos, Francisco deu esse exemplo para justificar o seu ponto de vista de que a liberdade de expressão não pode ser usada como instrumento de ofensa ou de insulto à religião.

Um porta-voz do Estado Islâmico ou da Al Qaeda não conseguiria se sair tão bem em um ataque à liberdade de expressão.

A questão não é tão rasa como o papa a apresenta. Porque quem decide o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa? É preferível ter liberdade de expressão com algumas ofensas ou a ditadura ou teocracia sem qualquer insulto?

Aos menos na França, nestes dias, a resposta é sim, vale a pena ser um país democrático, secular, mesmo com chargistas que pegam pesado com a religião, política e outros assuntos. Se não for assim, não democracia.

O que Christiane Taubira, a ministra da Justiça da França, disse serve como recado a Francisco. Ela falou que seu país é o de Voltaire e da irreverência, onde, portanto, se pode questionar a religião com o escárnio.

Com informação das agências e charge de Charlie Hebdo.





Papa Francisco defende o Estado laico, só que não


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