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sábado, 30 de março de 2013

Teologia de Feliciano é racista e fundamentalista, diz pastor

Ricardo Gondim
Gondim disse que o seu colega pastor repete
argumentos que visam demonizar os negros 
O pastor e teólogo Ricardo Gondim (foto), 58, da Igreja Betesda, afirmou que o discurso do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) é racista e fundamentalista, mas não é novo, porque tem sido usado nos Estados Unidos pela direita e ultraconservadores.

Feliciano se notabilizou por afirmações segundo as quais os africanos descendem de um filho amaldiçoado de Noé. Também já disse que a Aids é um câncer gay. Eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara, ele tem resistido até agora às pressões populares para que renuncie ao cargo.

Gondim disse que o discurso de Feliciano passou a ser criticado quando ele se tornou um homem público. “Quando você prega para o coral, é bem aceito por ele, mas o discurso dele transbordou, extravasou o espaço religioso, e se tornou passível de crítica pela sociedade civil”, disse em entrevista ao jornalista Roldão Arruda.

“O Feliciano lucra em cima dessa teologia, fatura em cima dela, mas não acrescenta nem desenvolve nada”, afirmou. “É apenas o porta-voz de um grupo que, no atual contexto religioso, ainda replica argumentos usados por países colonialistas para a dominação e exploração dos mais pobres, especialmente na África."

Para Gondim, o discurso de Feliciano nasceu do racismo, “dos interesses coloniais de menosprezar e demonizar o negro para justificar a sua exploração”.

O pastor da Betesda afirmou que a polêmica em torno de Feliciano está prejudicando a imagem como um todo dos evangélicos brasileiros.

“Na verdade, ele [Feliciano] pouco representa as tendências protestantes”, disse. “Foi eleito por um segmento muito alienado politicamente. Candidatos como ele são eleitos, geralmente, para se tornarem os representantes de sua igreja no parlamento. Eles se preocupam mais com os interesses da Igreja do que com as questões que dizem respeito a todo o país.”

Defensor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do diálogo com ateus, Gondim é um ferrenho crítico do movimento evangélico brasileiro. No começo de 2011, ele escreveu um artigo onde pediu a Deus que livrasse o Brasil de se tornar evangélico, porque, nesse caso, haveria uma consequência devastadora na cultura brasileira, com a imposição do moralismo puritano.

Desde então, no meio evangélico, Gondim se tornou um estranho no ninho, apontado como herege. Foi dispensado de uma revista por ser favorável à união gay.





Com informação do Blog do Roldão Arruda.

‘Deus nos livre de um Brasil evangélico’, escreve pastor
janeiro de 2012

 Ricardo Gondim    Marco Feliciano
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