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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

domingo, 17 de março de 2013

Novas manifestações pedem ‘fora Feliciano’ de comissão

Protesto contra o pastor Feliciano
Protesto contra pastor foi realizado
em pelo menos dez cidades 
Houve ontem (16) novos protestos de rua contra a decisão do PSC de manter o pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Em São Paulo, carregando cartazes de repúdio ao pastor, cerca de 500 pessoas fizeram uma caminhada da Avenida Consolação para a Praça Roosevelt. Os manifestantes cantaram o refrão “eu amo homem / amo mulher / tenho o direito de amar quem eu quiser”.

No Rio, ao som de maracatu, aproximadamente 300 pessoas fizeram um protesto em Copacabana. Também houve manifestações em Brasília, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Maceió, Manaus, Rio Branco, Piracicaba e Campinas.

Feliciano se notabilizou por afirmações apontadas como racistas e homofóbicas, o que ele nega. O pastor afirmou em várias ocasiões que a Aids é um “câncer gay” e em 2011 escreveu no Twitter que os africanos são amaldiçoados porque descendem do filho renegado de Noé, Cam.

Júlio Moreira, presidente do grupo Arco-Íris, participou da manifestação do Rio. Ele disse que o Brasil é laico e, por isso, “não dá para aceitar um pastor pregando dentro do Congresso”.

A primeira sessão da comissão sob o comando de Feliciano, na quarta-feira (13), foi marcada por tumultos. Manifestantes vaiaram o deputado, que, logo no começo, pediu desculpas por palavras que tinha dito em alguns momentos.

Em seu editorial de ontem, sob o título “Sem condições”, a Folha de S.Paulo afirmou que “alguém que propugna a crença na ‘maldição de Cam’, num país de população mestiça, coloca-se num plano muito abaixo da ‘opinião divergente’. Em trânsito entre o bizarro e o sectário, Marco Feliciano não terá condições de levar adiante os trabalhos da comissão — que inevitavelmente se converte em palco de protestos e insultos”.

Para o jornal, a permanência de Feliciano na presidência da comissão não só inviabiliza a discussão sobre os direitos humanos na Câmara, mas também “o próprio diálogo e a política”.





Com informação dos portais e da Folha de S.Paulo.

Feliciano responde à Justiça por discriminação e estelionato 
março de 2013

Marco Feliciano

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