Cardeal que protegeu pedófilos participará de eleição do papa

Cardeal Roger Mahony deixou de
denunciar os pedófilos à polícia
O cardeal americano Roger Mahony (foto) vai ajudar com seu voto a eleger o substituto do papa Bento 16. Em comunicado, ele afirmou que estará em Roma para agradecer a Joseph Ratzinger pelo serviço que prestou à Igreja e participar da eleição do seu sucessor, em março.

O comunicado causou desconforto na comunidade católica porque Mahony se tornou nos Estados Unidos o símbolo de protetor de padres pedófilos. Quando foi o arcebispo de Los Angeles, ele deixou de comunicar esses criminosos à polícia.

O constrangimento aumentou depois que o arcebispo José Gómez pediu aos fiéis que rezassem por Mahony por sua participação no conclave. Para a associação Catholics United e representantes de vítimas, a presença de Mahony em Roma vai repercutir mal para a Igreja e esperam que ele desista de viajar.

Nos anos em que foi responsável pela Arquidiocese de Los Angeles, de 1985 a 2011, Mahony deixou de denunciar às autoridades policiais os pedófilos. Por decisão judicial, a arquidiocese teve de divulgar recentemente em seu site os nomes de mais de cem padres acusados de abusos sexuais.

Um dos padres é Nicolás Aguilar Rivera. Mesmo denunciado por parentes de vítima, Mahony dificultou a prisão do padre, o que lhe deu tempo para que fugisse para o México, seu país de origem.

O cardeal chegou a emitir um comunicado pedindo desculpas às vítimas e a seus familiares com a alegação de que tinha sido "ingênuo" sobre o impacto dos abusos sexuais. 

Em 2007, a Arquidiocese de Los Angeles fez um acordo extrajudicial pelo qual teve de pagar US$ 660 milhões (R$ 1,2 bilhão) de indenização a mais de 500 vítimas de abuso sexual infantil cometido por padres. A Igreja Católica teve de vender algumas de suas propriedades para poder pagar.





Com informação das agências.

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