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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Igreja de Guiné-Bissau apoia mutilação genital feminina

mutilação genital na Guiné-Bissau
Religiosos creem que a prática impede
as mulheres de se tornarem impuras
A Igreja Evangélica de Guiné-Bissau apoia a mutilação genital por acreditar que o procedimento evita que as mulheres se tornem impuras (relação sexual antes do casamento) ou prostitutas. A informação é da jornalista Vania Negrão, de Angola.

Guiné-Bissau fica na costa ocidental da África. Tem cerca de 1,4 milhão de habitantes. Desse total, os cristãos correspondem a 11,9% e os muçulmanos a 41,9%. A parcela que segue religiões étnicas é de 44,9%. O país é ex-colônia de Portugal e o seu idioma oficial é o português.

O missionário Freddy Osvando criticou a Igreja Evangélica por não seguir a “verdadeira teologia bíblica”. Ele disse à Junta de Missões Mundiais que a Igreja também tem dado respaldo ao ritual da “Cerimônia de Lavagem” imposto às mulheres consideradas impuras. Disse que, para ser purificada, a mulher é levada para um rio onde é violentada várias vezes diante dos seguidores da religião.

Fatumata Djau Balde, da Organização Nacional para a Infância, disse que desde meados de 2011 a mutilação genital é crime no país, mas a nova lei tem sido desrespeitada por parte da população e pelos pastores da Igreja Evangélica. Há mulheres que morrem em consequência de amputação mal feito do clitóris.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que existem em todo mundo mais de 100 milhões de mulheres que foram submetidas a essa barbárie.





Com informação do site Informação Acessível.

Mutilação genital atinge 3 milhões de mulheres por ano
abril de 2010

Ceticismo e crendice.


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