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Religião, ateísmo, ciência, etc.

sábado, 15 de setembro de 2012

Democracia não admite igreja com papel político-partidário, diz CNBB

Raymundo Damasceno
Damasceno disse que religião
 não  pode angariar votos
A três semanas das eleições municipais, o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cardeal Raymundo Damasceno (foto), criticou a instrumentalização da “religião para angariar votos”. Para ele, “no mundo democrático não cabe à igreja assumir papel político-partidário”.

Damasceno não citou nenhuma religião, mas as suas afirmações foram feita em contexto onde igrejas evangélicas, principalmente as neopentecostais, têm se comportado como extensões de partidos políticos.

Um dia antes das declarações de dom Damasceno, nota da Arquidiocese de São Paulo, do cardeal Odilo Scherer, manifestou preocupação com a grande influência de um pastor licenciado da Igreja Universal na campanha de Celso Russomanno (PRB), candidato a prefeito de São Paulo que lidera as pesquisas de intenção de votos.

A arquidiocese se referiu ao pastor Marcos Pereira, autor de um artigo que, em uma falsidade, associou a Igreja Católica ao chamado “kit gay”, a campanha contra homofobia que Ministério da Educação teve de cancelar por pressão dos evangélicos.

A nota da arquidiocese já insinuava que essa interferência da religião na política-partidária representa uma ameaça à democracia.

Dom Damasceno disse em entrevista ao Estado de S.Paulo que a Igreja Católica orienta os fiéis a votarem em bons candidatos, mas não assume nenhum envolvimento político-partidário, porque “não pode ter pretensões de poder”.

Ele falou que Bento 16, em sua encíclica “Deus é Amor”, “foi muito claro ao dizer que a igreja não pode nem deve tomar em suas mãos a batalha política”.

Com informação do Estado de S.Paulo

Icar insinua que candidato da Universal ameaça democracia.
setembro de 2012

Religião na política.    Religião contra religião.

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