| Maria de Lourdes Pereira foi uma dos voluntários que entraram em 'castelo assombrado' no interior do Paraná |
A Folha de S.Paulo publicou que o Fantástico cedeu às pressões de espíritas e candomblecistas que acusam o “Phantasmagoria” de debochar de sua crença e neste domingo (12), na segunda apresentação do quadro, dará mais um enfoque ao medo das pessoas do desconhecido e menos sobre o questionamento da existência de fantasmas e espíritos.
Alguns textos foram reescritos, diz o jornal, mas a TV Globo negou. O fato é que o quadro tem sido criticado na internet por religiosos. “Phantasmagoria” era como se chamava no século 18 um show de mágicos que induzia a existência de fenômenos sobrenaturais.
O quadro estreou no domingo passado (5) com bom índice de audiência, em torno de 20 pontos.
O apresentador Tadeu Schmidt e o mágico profissional Kronnus colocaram em uma noite três pessoas supersticiosas dentro do Castelo Eldorado com fama de mal-assombrado, no interior do Paraná, em Marilândia do Sul. Cada um deles teve de cumprir uma tarefa para tentar entrar em contato com assombrações do castelo.
Depois, Kronnus e especialistas de diversas áreas explicaram a reação dos voluntários, desmitificando as impressões que eles tiveram naquela noite. O quadro explicou, por exemplo, o que é pareidolia (enxergar imagens em nuvens ou manchas e atribuir sons ao sobrenatural).
No site do Fantástico, Schmidt disse que a proposta é apresentar explicações científicas para aquilo que as pessoas acham que é fantasma. “[Mas] você pode acreditar que é um fantasma”, emendou. “A gente só dá uma possibilidade a mais.”
Neste domingo (12), o quadro mostrará a casa do sociólogo Gilberto Freire (1900-1987), em Recife, a “cidade mais assombrada do Brasil”, já avisou o programa.
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outubro de 2011
Ceticismo e crendice.