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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

CRP de Minas adverte grupo que mistura psicologia com religião


Grupo de psicólogos e psiquiatras cristãos
considera a fé como parte do tratamento terapêutico
O CRP (Conselho Regional de Psicologia) de Minas Gerais advertiu a direção do CPPC (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos) que não pode associar as duas profissões a um credo religioso. A Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP pediu à entidade que tire da internet esse tipo de referência e que, em caso de desobediência, poderá haver sanções por parte do Conselho Federal de Psicologia. 

A informação foi dada pelo Verdade Gospel, site do pastor Silas Malafaia, que, em defesa do CPPC, destacou que a entidade, em seu site, não usa a expressão “psicologia cristã”.

Mas o estatuto do CPPC afirma que seus objetivos são, entre outros, “promover o estudo da relação da fé cristã com a psicologia e a psiquiatria; estimular a fé e a ética cristã nas atividades profissionais ligadas à psicologia, psiquiatria e áreas afins; e congregar profissionais de psicologia, psiquiatria e estudantes destas ciências e profissionais de áreas afins.”

O capítulo 2 do estatuto faz a "declaração de fé" de que Igreja e o Corpo de Cristo fazem parte da “comunidade terapêutica”.

A posição da entidade é ambígua, porque em um comunicado emitido em março deste ano destacou que não recomenda que os profissionais usem a sessão terapêutica para “orações, estudos bíblicos, apelos, profecias, imposição de mão e outras práticas comuns nas igrejas”. Isto porque, explica, “nós recebemos o evangelho de graça”.

O CPPC cobra uma anuidade de seus associados e tem representação em São Paulo e nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte.

O CRP do Paraná já tinha intimado Marisa Lobo a parar de se apresentar na internet como  “psicóloga cristã”. Lobo tem desafiado o Conselho com a alegação de que pode até perder seu registro profissional, mas não abandona a fé cristã.

O CPPC também está disposto a não acatar a determinação porque, segundo alega, a competência de fiscalização do Conselho de Psicologia não abrange uma entidade civil.

Por isso Karl Kepler, presidente da entidade, espera uma reconsideração do Conselho de Psicologia. "Que nos juntemos em oração", disse, dirigindo-se aos associados. "Pois é só de Deus que depende o bom resultado desse confronto."

Com informação do site do CPPC, entre outros.

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agosto de 2012

Ciência versus religião.




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