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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rede social para evangélicos vai arrecadar dízimo para igrejas

A rede social Fé em Jesus, só para evangélicos, vai arrecadar dízimo para as igrejas, além de vender bíblias e CDs.

Apelidada de Jesusbook, a rede será lançada amanhã (14), dia em São Paulo da Marcha para Jesus, no endereço www.feemjesus.com.br.

O seu proprietário é o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele informou ter a expectativa de que a rede obtenha pelo menos 3 milhões de adesões. “Seremos a maior audiência evangélica do país”, disse à Folha de S.Paulo.

O gasto anual de manutenção da rede está orçado em R$ 2 milhões. Inicialmente, o Jesusbook conta com dois patrocinadores (ainda não revelados), mas Cunha afirmou que o grosso da receita tende a vir da venda de publicidade.

A rede diz ser “uma iniciativa de um grupo de cristãos que acredita na transformação do Brasil”. Cunha informou ter convidado lideranças evangélicas de várias denominações para integrar um conselho editorial. Ele convidou Silas Malafaia para ser sócio do negócio, e o pastor recusou.

A seção de notícias da rede já está no ar e alguns de seus destaques são “Kit gay disfarçado entra nas escolas com o apoio do governo”, “OAB garante em parecer o direito de psicóloga de expressar sua fé em Cristo” e “Novo Código Penal traz mudanças polêmicas, como ampliação do aborto legal”.

deputado Eduardo Cunha
O dono do Jesusbook 
responde a 7 processos
O deputado Eduardo Cunha (foto) responde a dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). O 2984/2010 apura uso de documentação falsa e o 3056 se refere a crimes contra a ordem tributária.

No Tribunal Regional da Primeira Região ele é réu no processo 0031294-51.2004.4.01.3400. Trata-se de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ele é alvo do processo 0026321-60.2006.8.19.0001, que trata de improbidade administrativa.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ele responde ao processo 59664.2011.619.0000, que se refere à captação ilícita de sufrágio. No mesmo tribunal ele é réu no processo 9488.2010.619.0153 sob a acusação de abuso de poder econômico em campanha eleitoral.

No Tribunal Superior Eleitoral, ele também responde por captação ilícita de sufrágio, no processo 707/2007.

Cunha é fiel da Igreja Sara Nossa Terra e autor do polêmico projeto de lei 7382/2010, elaborado com o propósito de proteger os heterossexuais contra discriminação.

Edir Macedo escreve que quem não paga dízimo é 'ladrão de Deus'.
maio de 2012

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