Indiano que desacreditou 'milagre' não pedirá desculpas

Edamaruku provou que o pé do crucifixo estava gotejando
água da infiltração de encamamento; Igreja ficou furiosa
Sanal Edamaruku (foto), 56, presidente da Associação Racionalista Indiana, rejeitou a proposta da Igreja Católica de uma apresentação de um pedido de desculpas em troca da retirada da acusação de blasfêmia contra ele. A resposta dele foi “não”. 

O ateu indiano está sendo perseguido pela Igreja Católica desde abril deste ano, quando ele apresentou em uma emissora de TV a cabo a origem do “milagre” de um crucifixo em Mumbai que gotejava "água benta"  por um pé (na foto acima).

Edamaruku mostrou com fotos que a água vinha de uma infiltração de um encanamento próximo da imagem e alertou que os milhares de fiéis que estavam bebendo dela poderiam estar se contaminando. A Igreja Católica da Índia reagiu com uma inusitada determinação, recorrendo à lei da blasfêmia para pedir a prisão do cético.

Para evitar a prisão, os advogados de Edamaruku apresentaram um pedido de fiança antecipatória, que foi recusado pelas autoridades.

No dia 4 deste mês, policiais foram à casa de Edamaruku em Delhi para prendê-lo, mas não o encontraram. De acordo com alguns blogs de céticos americanos, ele estaria em um país europeu esperando que o impasse tenha uma solução que lhe seja sensata.

Edamaruku é conhecido internacionalmente como “caça-guru” por desmascarar charlatões espirituais. Em 2008, ele desafiou na TV um famoso xamã a matá-lo. Após várias tentativas, o xamã disse que seu poder estava sendo neutralizado pelas orações do desafiante aos deuses dele. Edamaruku respondeu: “Mas eu sou ateu”.

A Igreja Católica não se manifesta sobre acusação de blasfêmia, o que tem tornado mais difícil entender a sua atitude persecutória. Na avaliação do cético, a Igreja, com a exigência de um pedido de desculpas, quer desmoralizá-lo.  


Cético mostra na TV a origem do milagre 

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Com informação do blog Pharyngula, entre outras fontes.

Justiça recusa fiança antecipatória ao indiano ateu que melou milagre.
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