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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Conselho vai processar escola religiosa acusada de homofobia

Weslei Zukowski, diretor da escola acusada de homofobia
 Pastor Zukowski pôs normas da
escola acima da Constituição
O CEE (Conselho Estadual de Educação) de Goiás vai abrir um processo administrativo contra o Instituto Adventista Brasil Central, que está sendo acusado de homofobia por uma ex-aluna — ela diz que foi expulsa em 2010 porque estava namorando uma colega.

A direção da escola negou que sua decisão foi preconceituosa e disse que a expulsão de Arianne Pacheco Rodrigues, 19, e de sua namorada ocorreu porque as duas tiveram “intimidade sexual” (contato físico). A estudante disse que é mentira de Weslei Zukowski (foto), o diretor da escola e pastor.

Independentemente do que de fato tenha ocorrido, a situação da escola é complicada porque a legislação proíbe a expulsão de estudante, seja de estabelecimento público ou privado, exceto no caso em que houver uma condenação que exige prisão. O conselho vai processá-la por isso.

A conselheira Maria do Rosário Cassimiro disse que a escola foi prepotente e arbitrária porque não deu o direito de defesa às estudantes. “A expulsão não é permitida”, disse. “Se no regimento da escola está escrito que é possível haver expulsão, então esse regimento está contra a Constituição”.

advogado Henrique Tibúrcio
Henrique Tibúrcio:
todos são iguais
Henrique Tibúrcio (foto), presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Goiás, também disse que as regras da escola adventista não estão acima da Constituição. Além disso, afirmou, é preciso “entender também que, independente da orientação sexual das pessoas, elas merecem um tratamento idêntico ao que as outras recebem”.

Hoje pela manhã — antes, portanto, de o Conselho de Educação afirmar que o estabelecimento tem de se submeter à Constituição —, a direção do instituto emitiu uma nota transcrevendo a norma na qual há um quesito que desrespeitado pelas alunas.

“De acordo com o item 8 das Normas Internas da Instituição Adventista, são vedadas ao aluno, entre outras condutas: “Furto; uso ou porte de cigarro, bebida alcoólica, droga ou armas; ato sexual; certos tipos de agressões físicas, verbais e outras, conforme considere a Comissão para Desenvolvimento Estudantil”, diz a nota (o grifo é deste site).

E acrescentou: A letra “h” do subitem 1.1, do item 1 dos Itens Gerais, determina que: “h. Lembre-se de que em seu namoro (que só ocorrerá com a permissão dos pais) não é permitido contato físico, seja nas dependências da escola ou em atividades externas em que você a esteja representando.”

Já corre na Justiça uma ação movida por Marilda Pacheco, mãe de Arianne, que exige da escola uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Com informação do G1.

Comentários no Facebook.   Homofobia.    Intolerância.
Estudante expulsa acusa escola adventista de homofobia.
4 de junho de 2012


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