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quinta-feira, 10 de maio de 2012

CNI e evangélicos se unem contra taxação de fortuna e pensão gay

Perdondi, Pastor Eurico e pastor Feliciano:
 camplô  com o uso do regimento
Os deputados do lobby da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e os da bancada religiosa, destacando-se nela os evangélicos, fizeram uma inusitada parceira na sessão de ontem (quarta-feira, 9) da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

Eles recorreram à manobra regimental de pedir a verificação do quórum e conseguiram suspender a votação do projeto da taxação das grandes fortunas, como queria o lobby da indústria, e o que cria direitos previdenciários aos dependentes de homossexuais nem sequer foi apreciado, para a felicidade dos evangélicos.

Quando o projeto da taxação contava com 14 votos favoráveis e três contra, o deputado Darcísio Perdondi (PMDB-RS) pediu verificação de quórum. Foi registrada a presença de 17 deputados, faltando dois para dar o mínimo necessário.

Para que não houvesse quórum, deputados da parceria CNI-evangélicos deixaram o plenário, entre eles os pastores Eurico (PSB-PE) e Marco Feliciano (PSC-SP), embora ambos sejam favoráveis à taxação das grandes fortunas, ao mesmo da boca para fora. Sem quórum, o projeto da pensão aos gays não entrou em votação  -- foi a contrapartida aos deputados evangélicos pelo apoio que deram ao lobby da CNI.

De autoria do deputado Doutor Aluízio Júnior (PV-RJ), o projeto prevê tributação de patrimônio acima de R$ 4 milhões e aplicação de sua arrecadação na saúde pública.

O Pastor Eurico superou o seu colega Feliciano em dissimulação. Antes de sumir do plenário, ele defendeu o projeto com ênfase e lamentou haver muitos lobbies no parlamento que impedem o andamento de alguns bons projetos. Ele chegou a ser aplaudido.

Do lado do lobby da CNI, o destaque no jogo de cena ficou com o deputado Perondi. Médico, ele se diz um defensor da saúde pública, mas foi o principal articulador da parceria com os evangélicos para melar a sessão.

O advogado Paulo Fernando Melo, assessor da bancada religiosa, comemorou: "Tinham duas matérias polêmicas na pauta. No final, a articulação dos dois setores deu certo e os dois lados saíram vitoriosos".
 
Com informação de O Globo.

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