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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ser ateu em país muito religioso exige coragem, afirma sociólogo

Casanova disse que Brasil se
tornou em potência religiosa
Ser ateu em países de forte religiosidade — como Estados Unidos e Brasil — exige uma coragem enorme, disse o espanhol naturalizado americano José Casanova (foto), 61, um sociólogo que se dedica ao estudo da religião.

“Ser ateu na América é ser contra toda a sociedade”, afirmou. “É estar continuadamente lutando e defendendo a sua posição diante de todos.”

Casanova é o professor titular da cadeira de sociologia da Universidade de Georgetown, em Washington (EUA), e diretor do programa “Globalização, religião e o secular”, de um centro de estudos da mesma instituição.

O professor esteve no início do mês no Brasil, onde deu palestras e falou a jornalistas. Abordou questões como secularismo e ateísmo na Europa, globalização do Islã, politização da religião nos Estados Unidos e a religiosidade de brasileiros, chineses e indianos.

Ele afirmou que o Brasil se tornou não só uma potência econômica, mas também em um centro mundial do catolicismo, pentecostalismo e crenças afro-americanos. “O Brasil é também uma potência religiosa”.

Por isso, disse, o processo de secularização no país está sendo lento em comparação com o de países europeus.

“Na Europa, ou você pertence a uma religião/igreja ou sai dela de vez”, disse. “Então, a secularidade aparece como a única alternativa à religião. Ela é tida como um estágio mais avançado do que a religião.”

O professor reconheceu que a religião, com sua proposta de transcendência, facilita o relacionamento entre as pessoas.  “Mas as religiões também podem nos tornar mais egoístas, obcecados por nossa salvação.”





Com informação da Istoé.


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