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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Luis Fernando Verissimo, ateu famoso

Filho de pai agnóstico e mãe católica,
Veríssimo se tornou ateu aos 14 anos
Luis Fernando Verissimo é um ateu tão sutil e de bom humor quanto a sua escrita. Para ele, dizer em uma crônica que não acredita em Deus seria óbvio demais para seu estilo. Talvez por isso, para dar um exemplo de sua descrença, escreveu: “Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet”.

Veríssimo nasceu no dia 26 de setembro de 1936 em Porto Alegre (RS). Passou alguns anos de sua mocidade nos Estados Unidos, onde aprendeu a tocar saxofone. É filho de Érico Veríssimo (1905-1975), autor de “Olhai os Lírios do Campo” (1938), entre outros livros.

Ele começou a escrever profissionalmente quando tinha mais de 30 anos. Suas crônicas são publicadas em vários jornais. É autor de livros. Criou personagens como o "Analista de Bagé" e a "Velhinha de Taubaté". Tem posições claras de esquerda.

Em uma entrevista, ele disse não ser contra a religião, apesar de seu pai ter sido agnóstico. Filho de mãe religiosa, ele foi católico até os 14 anos. “E embora eu não pratique mais [a religião], é como andar de bicicleta: nunca se esquece”.

Ele acha que a religião é importante “como consolo” para as pessoas, mas também ela tem servido de plataforma aos fanáticos, conforme escreve quando se refere a acontecimentos internacionais.

Em um artigo de 2012 onde comentava a possibilidade de um mórmon (Mitt Romney) ser eleito presidente dos Estados Unidos, disse:

“Toda a civilização cristã se baseia em mitos e milagres apenas mais antigos do que os relatados por Joseph Smith [criador do mormonismo]. Mas não há como não se assustar com o poder crescente em nossas vidas do fundamentalismo, que é a religião no seu estado impermeável. O poder real no Irã não é o do presidente Ahmadinecoisa e dos políticos, é dos aiatolás e suas mentes medievais.”




Na maioria das vezes, contudo, Veríssimo questiona a crença religiosa com leve ironia, como se não fosse intencional. Na crônica “De Natal”, de 2010, por exemplo, disse:

“Uma vez descrevi a cena na manjedoura [do menino Jesus] do ponto de vista dos animais, perplexos com o que veem e incapazes de compreender o momento histórico que vivem. Minha intenção, eu acho, era fazer uma divagação profunda sobre a neutralidade do mundo natural diante — ou atrás, já que só serve de cenário — dos dramas humanos, e a insignificância destes em contraste com a vasta indiferença das coisas. Ou coisa parecida. Isto tudo sem falar, claro, nas mil e uma variações sobre a figura do Papai Noel e seu saco.”

Com informações de entrevistas concedidas por Veríssimo.

Livrar tribunais do crucifixo é ato de liberdade, afirma Veríssimo
março de 2012

Ateus brasileiros famosos.    Ateísmo.

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