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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

domingo, 29 de janeiro de 2012

Igreja dos Mórmons cresce no Brasil e logo será a 2ª maior

Smith, criador da igreja, dizia
que conversava com anjo 
Os fiéis da SUD (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), que é o nome oficial da Igreja dos Mórmons, têm de seguir normas rígidas de conduta, que incluem não fazer sexo antes do casamento, a exemplo de outras religiões, mas também não beber café, chá e bebidas alcoólicas. A SUD não aceita homossexuais, pelo menos os assumidos. Já houve época em que os negros também não eram bem-vindos. Ela não tem bispos solteiros nem divorciados. Os postos de maiores prestígio da sua hierarquia são vetados às mulheres. Ex-fiéis afirmam que quem não paga o dízimo em dia é excluído de atividades da igreja.

Apesar dessas restrições, entre outras, e de sua pregação ultraconservadora que se chocam contra alguns dos valores da contemporaneidade, como a tolerância e a aceitação do outro como ele é, a Igreja dos Mórmons tem tido nos últimos anos um crescimento acelerado no Brasil, onde se instalou em 1926.

Elder Carlos Godoy, conselheiro da presidência da SUD no país, informou ao jornal O Globo que os membros aqui da igreja chegaram a 1,167 milhão.

Se o atual ritmo de crescimento de novos adeptos se mantiver, o Brasil nos próximos cinco anos será o segundo país com maior número de fiéis do mundo, desbancando o México. A liderança em quantidade de devotos é dos Estados Unidos, onde a igreja foi criada em 1830 por Joseph Smith Jr. (1805-1844). Em todo o mundo há 14,1 milhões de seguidores.

A explicação de Godoy para a expansão do mormonismo no Brasil é de que em países emergentes as pessoas têm experimentado melhoria material, mas “sofrem com um vazio espiritual grande”.

Entre os novos adeptos, contudo, há uma parcela que procura a igreja para obter apoio material, como ajuda para conseguir emprego. A SUD está equipada para atender a esse tipo de demanda, talvez mais do que as outras. Tem um Centro de Recolocação de Empregos e ajuda a pagar os custos de estudos de filhos das famílias convertidas. Uma das mensagens da igreja é de que o “Senhor gosta que todos sejam bem-sucedidos”.

A SUD não acredita em proselitismo em massa, pela TV, por exemplo. A sua abordagem é individual, no bater na porta das pessoas para tentar doutriná-las.

No Brasil há 4 mil missionários, 50% brasileiros e 50% americanos. São os jovens que usam gravata com camisa de manga curta os quais os brasileiros se acostumaram vê-los na rua sempre em dupla.

Quem não gosta de ser alvo de proselitismo religioso acusa esses jovens de lhe acordarem no domingo de manhã. Mas os missionários não trabalham apenas nos fins de semana. Eles fazem sua pregação inclusive à noite, quando as pessoas estão chegando do trabalho.

Os mórmons, como outros religiosos, acham que eles são os escolhidos de Deus, que vão para céu. Acreditam no Juízo Final e na volta de Jesus. Eles estocam comida para ter o que comer quando houver o fim dos tempos.

Smith resolveu criar a igreja após, seguindo ele, ter sido visitado pelo anjo Moroni, que lhe disse onde estava uma placa de ouro com inscrições que diziam, entre outras coisas, que Jesus, após a ressurreição, passou pelas Américas. O “Livro de Mórmon” seria uma tradução de parte dessas inscrições. Ele é considerado pela igreja mais importante do que a Bíblia.

O economista Antonio Carlos Popinhaki, 48, se dedica em seu blog “Sobre o mormonismo” a apresentar a SUD de um ponto de vista crítico. Ele conhece bem a igreja porque por oito anos foi bispo dela, em Santa Catarina.

Títulos de alguns de seus posts: “Não há provas do “Livro de Mórmon”, “A exploração financeira do Templo Mórmon!” e “Enganando as pessoas!”.

Com informação de O Globo e do blog Sobre Mormonismo.

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