Cirurgiões pensam em suicídio mais que a maioria, diz estudo

Taxa de morte é maior entre
médicos que cometem erro
Os cirurgiões se dedicam a salvar (ou a tentar) a vida de pacientes, mas colocam em questão a validade de  sua própria existência mais do que a maioria das pessoas. Estudo feito com 8.000 cirurgiões (consultados por e-mail) mostra que 6% deles têm ou já tiveram pensamentos suicidas, contra 3% da população. Entre os que cometeram erro médico, a taxa é de 16%, altíssima.

Outra aparente contradição é que os cirurgiões acometidos por impulsos de autodestruição resistem em procurar ajuda de psiquiatra ou psicólogo. Pessoas de variadas profissões fazem o mesmo, mas, para os médicos, há um significado dramático: o desencanto com as ciências médicas.

O que leva médicos a ver a sua vida pela perspectiva mais pessimista é o stress deflagrado por jornada exaustiva, medo de perder  emprego e os erros (muitas vezes fatais para os pacientes).

O estudo – publicado na revista Archives of Surgery – foi feito por Tait Shanafelt, da Clínica Mayo, sob encomenda da American College of Surgeons.

Trata-se, portanto, de uma abordagem extraída da  realidade dos Estados Unidos,  mas é de se supor que algo semelhante ocorra no Brasil por decorrência da precariedade do salário dos cirurgiões e a dos hospitais.

O certo é que no Brasil, a exemplo de outros países, a taxa de suicídios de médicos, incluindo  estudantes de medicina e de enfermagem, se coloca acima da apresentada pela população.

Como cerca de 50% das pessoas com pensamentos suicidas acabam de fato se matando, um paciente a caminho da sala de operação poderá ter uma dúvida: "Qual será o caso mais grave, o meu ou o do cirurgião?".

Com informação da Archives of Surgery.





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outubro de 2009

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