Carta prova que Ratzinger acobertou pedófilo

Carta do
A assinatura é do cardeal que
se tornaria o papa Bento 16
Uma carta de 1985 prova que o então cardeal Joseph Ratzinger se recusou a afastar da igreja o padre Stephen Kieste, da diocese de Oakland, Califórnia (EUA), acusado de abusar sexualmente de crianças.

O futuro papa Bento 16 alegou que a sua decisão visava “o bem da igreja universal”, conforme mostra fac-símile [reprodução acima] da carta divulgado pela AP.

Em 1978, o padre já tinha sido condenado a três anos de liberdade condicional por atentar ao pudor com dois meninos de San Francisco.

Quando assinou o documento, o cardeal já era poderoso no Vaticano, como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

Kieste só foi expulso dois anos depois, quando, de novo, respondia à Justiça.

O Vaticano reconheceu que a assinatura é de Ratzinger, mas não se manifestou sobre o conteúdo da carta.

Em recente declaração, Bento 16 disse que as acusações que o envolvem no acobertamento de sacerdotes pedófilos não passam de “fofocas”.


A prova do acobertamento

Íntegra da carta de Ratzinger
Para o 'bem da igreja', Ratzinger não se
importou com o estupro de crianças



Com informações da AP.

Padres pedófilos hoje parecem um batalhão internacional
por Maureen Dowd, do NYT, em abril de 2010

Padre pedófilos.