sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tenente do Exército chora e tenta culpar seus subordinados

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Andrade disse que previa
apenas um 'castigo' aos jovens

Em seu depoimento ontem à Justiça, o tenente do Exército Vinicíus Ghidetti Moraes Andrade (foto) chorou quando fez referência a sua família. A TV mostrou a cena. Deve ter sido constrangedor para os oficiais durões da Aman (Academia das Agulhas Negras), onde Andrade passou por rígido treinamento para, entre outras coisas, agüentar todas as possíveis pressões.

Mas homem chorar, seja ou não fardado, não é vergonha.

Vergonha mesmo foi a tentativa de o tenente colocar a culpa em seus subordinados por ele ter entregue  três jovens da favela do Morro da Providência a traficantes da favela do Morro da Mineira, no Rio. Um dia depois, os corpos dos três jovens foram encontrados em um lixão da Baixada Fluminense com  47 tiros.

O tenente disse ao juiz Marcello Granado, da 7ª Vara Criminal Federal, que sofreu pressão dos subordinados para dar os jovens aos traficantes como um “presentinho”.

O tenente disse ao juiz que não esperava que houvesse o assassinato dos três jovens, mas apenas um “castigo” por eles terem desacatado a tropa, como se os traficantes, além de serem solidários para com o Exército, fossem do tipo de puxar as orelhas ou dar três coques na cabeça de seus desafetos.

Quando ele e o seu grupo detiveram os três jovens – e há testemunhos de que estes apanharam --, o capitão de plantão determinou a liberação dos rapazes. Mas tenente Andrade, segundo o testemunho de um soldado, teria dito que “estava cagando para o capitão”. E deu no que deu.

Consta que o Alto Comando ficou desolado com o estrago que o episódio tem feito à imagem do Exército.
Seria o caso de se concluir que Exército que tem oficial assim, tão mal formado, não precisa de inimigos.

ATUALIZAÇÃO
Diante do juiz, o tenente Ghidetti chorou, mas quando entregou os três rapazes aos traficantes ele riu, e não foi só uma vez, foram duas. É o que consta no depoimento que o soldado Rafael Costa Sá prestou ao juiz nesta sexta (4). O tenente riu ao colocar os jovens no carro que os transportaria à favela do Morro da Mineira e quando os entregou aos bandidos, dizendo o seguinte: "'Tá' aqui um presentinho para vocês".  O soldado Sá é um dos 11 dos militares indiciados pela morte dos rapazes. A informação é da Folha Online.
Acompanhe o caso.

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