Não há pesquisa similar no Brasil, mas, aqui, o SUS gasta verba valiosa com essa pseudociência - uma vergonha
Uma pesquisa da OGM (Österreichische Gesellschaft für Marketing), instituto vienense de opinião e mercado, mostra queda acentuada na confiança da população austríaca na homeopatia.
Em 2010, 19% dos entrevistados afirmavam confiar mais na homeopatia do que na medicina convencional. Em junho de 2026, esse índice caiu para 10%, com 83% preferindo a medicina baseada em evidências.
Uma pesquisa da OGM (Österreichische Gesellschaft für Marketing), instituto vienense de opinião e mercado, mostra queda acentuada na confiança da população austríaca na homeopatia.
Em 2010, 19% dos entrevistados afirmavam confiar mais na homeopatia do que na medicina convencional. Em junho de 2026, esse índice caiu para 10%, com 83% preferindo a medicina baseada em evidências.
A confiança na homeopatia é maior entre eleitores do Partido Verde (19%) e do Partido da Liberdade, o FPÖ, de direita populista (15%). Nos demais grupos, o índice é ainda mais baixo.
O especialista da OGM Johannes Klotz atribui a queda à cobertura mais crítica da mídia sobre terapias alternativas e ao maior foco da imprensa em medicina baseada em evidências.
Klotz cita ainda o distanciamento da pesquisa médica em relação à prática, como a extinção da disciplina eletiva de homeopatia na Universidade Médica de Viena, em 2018.
A tendência não é exclusiva da Áustria. Na Alemanha, as vendas de medicamentos homeopáticos caíram um quinto entre 2019 e 2023, enquanto o mercado farmacêutico geral cresceu.
Casos de má conduta científica também pesam contra a prática. Um estudo do médico vienense Michael Frass, hoje considerado envolvido em provável manipulação de dados, foi retratado.
Tais episódios comprometem não só pesquisas isoladas, mas a credibilidade da homeopatia como campo de estudo diante da comunidade científica internacional.
A Áustria não é o único país onde a homeopatia perde terreno diante do escrutínio científico e jornalístico mais rigoroso.
Casos semelhantes já foram registrados em outros países. Nos Estados Unidos, o CFI (Center for Inquiry) processou o laboratório Boiron por vender pílulas de açúcar como se curassem doenças.
A ação, relatada pelo Paulopes, alega que a empresa induz consumidores vulneráveis a gastar dinheiro com produtos sem eficácia comprovada.
No Reino Unido, o pesquisador alemão Edzard Ernst dedicou duas décadas a estudos que classificam a homeopatia como placebo. O serviço público de saúde britânico chegou a banir o financiamento de tratamentos homeopáticos.
Ativistas céticos de países como Inglaterra, Holanda, Bélgica, Hungria, Austrália, Espanha e Portugal já tomaram overdoses públicas de remédios homeopáticos.
O protesto, batizado de Desafio 10:23, buscava expor que as diluições homeopáticas não contêm nenhuma molécula do princípio ativo original.
O nome faz alusão à constante conhecida como número de Avogadro, cujo valor aproximado é 6,022 X 10^{23}. Essa constante indica a quantidade de entidades elementares em um mol de substância.
O especialista da OGM Johannes Klotz atribui a queda à cobertura mais crítica da mídia sobre terapias alternativas e ao maior foco da imprensa em medicina baseada em evidências.
Klotz cita ainda o distanciamento da pesquisa médica em relação à prática, como a extinção da disciplina eletiva de homeopatia na Universidade Médica de Viena, em 2018.
A tendência não é exclusiva da Áustria. Na Alemanha, as vendas de medicamentos homeopáticos caíram um quinto entre 2019 e 2023, enquanto o mercado farmacêutico geral cresceu.
Casos de má conduta científica também pesam contra a prática. Um estudo do médico vienense Michael Frass, hoje considerado envolvido em provável manipulação de dados, foi retratado.
Tais episódios comprometem não só pesquisas isoladas, mas a credibilidade da homeopatia como campo de estudo diante da comunidade científica internacional.
A Áustria não é o único país onde a homeopatia perde terreno diante do escrutínio científico e jornalístico mais rigoroso.
Casos semelhantes já foram registrados em outros países. Nos Estados Unidos, o CFI (Center for Inquiry) processou o laboratório Boiron por vender pílulas de açúcar como se curassem doenças.
A ação, relatada pelo Paulopes, alega que a empresa induz consumidores vulneráveis a gastar dinheiro com produtos sem eficácia comprovada.
No Reino Unido, o pesquisador alemão Edzard Ernst dedicou duas décadas a estudos que classificam a homeopatia como placebo. O serviço público de saúde britânico chegou a banir o financiamento de tratamentos homeopáticos.
Ativistas céticos de países como Inglaterra, Holanda, Bélgica, Hungria, Austrália, Espanha e Portugal já tomaram overdoses públicas de remédios homeopáticos.
O protesto, batizado de Desafio 10:23, buscava expor que as diluições homeopáticas não contêm nenhuma molécula do princípio ativo original.
O nome faz alusão à constante conhecida como número de Avogadro, cujo valor aproximado é 6,022 X 10^{23}. Essa constante indica a quantidade de entidades elementares em um mol de substância.
Os manifestantes utilizam o número para demonstrar matematicamente que, devido ao processo de diluição extrema empregado na produção dos compostos homeopáticos, a probabilidade de existir uma única molécula do princípio ativo original no produto final é praticamente nula.
Na Nova Zelândia, as farmácias foram obrigadas a informar aos consumidores que os produtos homeopáticos são ineficazes.
No Brasil, não há levantamento equivalente sobre a confiança na homeopatia. O Ministério da Saúde afirma não controlar os gastos com a prática, atribuindo essa fiscalização às prefeituras.
O CFM (Conselho Federal de Medicina) reconhece a homeopatia como especialidade médica desde 1980, apesar da ausência de comprovação científica de sua eficácia além do efeito placebo.
Recursos públicos brasileiros seguem destinados à prática: o CNPq já gastou R$ 400 mil em projetos ligados à homeopatia.
O caso austríaco reforça um padrão observado em diferentes países: quanto mais a cobertura jornalística e a pesquisa médica se afastam da homeopatia, menor a confiança do público na prática.
Na Nova Zelândia, as farmácias foram obrigadas a informar aos consumidores que os produtos homeopáticos são ineficazes.
No Brasil, não há levantamento equivalente sobre a confiança na homeopatia. O Ministério da Saúde afirma não controlar os gastos com a prática, atribuindo essa fiscalização às prefeituras.
O CFM (Conselho Federal de Medicina) reconhece a homeopatia como especialidade médica desde 1980, apesar da ausência de comprovação científica de sua eficácia além do efeito placebo.
Recursos públicos brasileiros seguem destinados à prática: o CNPq já gastou R$ 400 mil em projetos ligados à homeopatia.
O caso austríaco reforça um padrão observado em diferentes países: quanto mais a cobertura jornalística e a pesquisa médica se afastam da homeopatia, menor a confiança do público na prática.

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