A frase resume um princípio da fé cristã sobre o governo divino de Jesus, mas grupos de direita a utilizam para defender que a nação deve lealdade a esse Deus
A frase serve para identificar grupos que defendem a "Teologia do Domínio", pregando que cristãos devem controlar as instituições do Estado. O termo "Cristo é Rei" ganhou força entre influenciadores brasileiros após a repercussão do caso de Candace Owens e Nick Fuentes no cenário internacional.
O uso da expressão ganhou força em comícios e redes sociais, servindo para apoiar a ideia de que os EUA são uma nação cristã e devem seguir leis bíblicas.
O jornalista Peter Smith, do site católico independente Crux, escreve que ativistas combinam o termo com declarações antissionistas e que agora trata-se de código político nos Estados Unidos (EUA).
A influenciadora Candace Owens vende produtos com o slogan "Christ is King".
A Liga Antidifamação (ADL) associa o uso atual a figuras como Nick Fuentes, líder do America First, que utiliza a frase para excluir judeus.
Andrew Torba, fundador da rede Gab, também impulsiona o termo. Ele defende que apenas cristãos devem ocupar cargos de poder nas esferas públicas.
Um relatório de 2025 do Network Contagion Research Institute, da Universidade Rutgers, aponta aumento da frase como meme de ódio contra judeus.
Seth Dillon, CEO do The Babylon Bee, disse em audiência que a frase é frequentemente seguida por insultos desprezíveis contra a comunidade judaica.
A integrante da comissão Carrie Prejean Boller foi removida do painel após questionar se dizer "Cristo é rei" seria um ato antissemita durante o debate.
Brian Kaylor, editor do site Word&Way, afirma que o uso na extrema direita ocorre de formas fascistas. Para ele, a frase perde o sentido original.
Políticos como o secretário de Estado Marco Rubio (Republicano-FL) e Pete Hegseth, secretário de Defesa, também utilizam a expressão em seus meios.
O Vaticano mantém relações com Israel e defende a solução de dois Estados. O Papa Leão XIV condenou ataques do Hamas e a resposta militar de Israel.
A deputada Marjorie Taylor Greene (Republicana-GA) defende abertamente o nacionalismo cristão. Ela prega que a soberania de Cristo guie as leis federais.
O grupo Catholics for Catholics planeja homenagear Prejean Boller em Washington (EUA). A entidade se descreve como militante dedicada à evangelização.
Em 1925, a encíclica Quas Primas, do Papa Pio XI, estabeleceu a festa de Cristo Rei para reafirmar a soberania de Jesus contra o avanço do secularismo.
No Brasil, o uso da frase "Cristo Rei" em contextos políticos é monitorado pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU), que observa a influência dos EUA. Grupos católicos conservadores e movimentos de direita utilizam o termo em atos públicos. A expressão aparece em faixas na Avenida Paulista (SP).
A frase serve para identificar grupos que defendem a "Teologia do Domínio", pregando que cristãos devem controlar as instituições do Estado. O termo "Cristo é Rei" ganhou força entre influenciadores brasileiros após a repercussão do caso de Candace Owens e Nick Fuentes no cenário internacional.
Parlamentares da bancada cristã, como o deputado Chris Tonietto (PL-RJ), costumam utilizar a saudação "Viva Cristo Rei" em discursos e publicações.
O portal Brasil de Fato relata que essa retórica é comum em movimentos que pedem a proibição total do aborto e mudanças no ensino confessionais.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foca no sentido litúrgico da festa, mas clérigos conservadores dão tom político à celebração.
Especialistas do Observatório da Laicidade na Educação (OLÉ) apontam que o slogan sinaliza resistência contra pautas de gênero e diversidade.
Diferente dos EUA, no Brasil a frase é mais forte no meio católico tradicionalista do que entre evangélicos, que preferem termos como "leão de Judá".
O uso político da expressão cresceu 40% em menções nas redes sociais brasileiras durante o último ciclo eleitoral, segundo dados de monitoramento digital.

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