Projeto de lei remove defesa de “boa-fé” religiosa. Bispos e conservadores alegam perseguição, mas governo foca na proteção de minorias atacadas
O Parlamento do Canadá debate mudanças na Lei do Discurso de Ódio. A meta é remover isenções que impedem condenações por falas odiosas baseadas em crenças religiosas.
Se aprovada, a pena recairá sobre quem usar a Bíblia para incitar ódio. Líderes religiosos fazem forte oposição, temendo que o uso das escrituras seja criminalizado.
A discussão gira em torno do Bill C-9. A proposta elimina a “boa-fé” religiosa como escudo automático. Citar textos sagrados deixaria de ser uma defesa válida em tribunais.
Não se trata de banir a Bíblia. A leitura privada e litúrgica continua livre. O foco é impedir que versículos sejam usados publicamente para atacar grupos vulneráveis.
Políticos liberais argumentam que o ódio não pode ter salvo-conduto. Trechos usados para pedir a morte de homossexuais, por exemplo, perderiam a blindagem legal.
Um dos pontos citados é Levítico 20:13. O versículo prescreve a morte para homens que se relacionam com homens. O uso desse texto para incitar violência passaria a ser punível.
A Conferência de Bispos Católicos reagiu. Eles enviaram mensagem ao governo afirmando que a mudança ameaça a expressão sincera da fé e tradições milenares.
O Instituto Cristão teme que a remoção da isenção leve a processos contra pastores por simples citações das Escrituras em sermões.
A preocupação se estende à ação policial. Críticos do projeto dizem que denúncias de cidadãos comuns poderiam arrastar igrejas para batalhas judiciais caras e desgastantes.
No Brasil, a situação guarda semelhanças, embora a lei seja diferente. A Constituição garante a liberdade de culto, mas ela não é um direito absoluto.
O limite brasileiro é a dignidade humana. Discursos que usam a religião para inferiorizar minorias ou incitar segregação podem ser enquadrados como crime.
Juízes no Brasil avaliam o contexto e a intenção. Pregar doutrina é permitido. Usar a fé para atacar a existência de terceiros, não. O ódio não se torna santo porque está na Bíblia.
> Com informação de Christian Institute e The Gospel Coalition Canada
O Parlamento do Canadá debate mudanças na Lei do Discurso de Ódio. A meta é remover isenções que impedem condenações por falas odiosas baseadas em crenças religiosas.
Se aprovada, a pena recairá sobre quem usar a Bíblia para incitar ódio. Líderes religiosos fazem forte oposição, temendo que o uso das escrituras seja criminalizado.
A discussão gira em torno do Bill C-9. A proposta elimina a “boa-fé” religiosa como escudo automático. Citar textos sagrados deixaria de ser uma defesa válida em tribunais.
Não se trata de banir a Bíblia. A leitura privada e litúrgica continua livre. O foco é impedir que versículos sejam usados publicamente para atacar grupos vulneráveis.
Políticos liberais argumentam que o ódio não pode ter salvo-conduto. Trechos usados para pedir a morte de homossexuais, por exemplo, perderiam a blindagem legal.
Um dos pontos citados é Levítico 20:13. O versículo prescreve a morte para homens que se relacionam com homens. O uso desse texto para incitar violência passaria a ser punível.
A Conferência de Bispos Católicos reagiu. Eles enviaram mensagem ao governo afirmando que a mudança ameaça a expressão sincera da fé e tradições milenares.
O Instituto Cristão teme que a remoção da isenção leve a processos contra pastores por simples citações das Escrituras em sermões.
A preocupação se estende à ação policial. Críticos do projeto dizem que denúncias de cidadãos comuns poderiam arrastar igrejas para batalhas judiciais caras e desgastantes.
No Brasil, a situação guarda semelhanças, embora a lei seja diferente. A Constituição garante a liberdade de culto, mas ela não é um direito absoluto.
O limite brasileiro é a dignidade humana. Discursos que usam a religião para inferiorizar minorias ou incitar segregação podem ser enquadrados como crime.
Juízes no Brasil avaliam o contexto e a intenção. Pregar doutrina é permitido. Usar a fé para atacar a existência de terceiros, não. O ódio não se torna santo porque está na Bíblia.
> Com informação de Christian Institute e The Gospel Coalition Canada

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