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Cristãos, agradeçam a ciência por inocentar Deus de genocídio


Cristãos e judeus deveriam agradecer a ciência da interpretação do DNA porque ela inocentou Deus de ao menos um dos genocídios bíblicos, o do povo cananeu.

O Velho Testamento diz que Deus, em sua infinita bondade, pediu ao seu povo que matasse todos os cananeus, cada homem, cada mulher, cada criança. Até os cães deles, suponho.

Pela ordem divina, os israelitas deveriam também arrasar todas as comunidades dos cananeus, não deixar pedra sobre pedra, nenhum vestígio, nem sequer cinzas.


Alguém teve o bom-senso de não obedecer a Deus porque, agora, arqueólogos encontram cinco cadáveres de cananeus sepultados há cerca de 3.600 anos no atual Líbano, em uma região que era chamada de Sidon.

E eis mais uma constatação da ciência que desmoraliza a Bíblia: mais de 90% do DNA dos libaneses atuais vieram dos cananeus.

A rigor, os cananeus continuam por aí, mais vivos do que nunca.

Se Deus fosse hoje levado a um Tribunal sob a acusação de ser o mandante de um genocídio, as provas do DNA o livrariam da prisão perpétua ou da pena de morte, dependendo do país em que fosse julgado.

Cananeu sobreviveu à ira divina

No Brasil, Deus pegaria a pena máxima de 30 anos de prisão, com direito ao regime semiaberto depois de algum tempo.

O curioso é que, no caso da revelação do DNA, não apareceu nenhum líder religioso para defender a Bíblia, para dizer que ela só diz a verdade.

Ninguém saiu em defesa da reputação de Deus de genocida.

Ninguém veio a público para argumentar que a descoberta dos arqueólogos é um embuste, porque Deus mandou matar, sim, milhares de pessoas.

Parece que até os mais fervorosos seguidores de Jeová têm vergonha dele, em determinadas circunstâncias.

Com informação do El País e de outras fontes e foto de divulgação.



Bíblia relata mais de 2,5 milhões de mortes em nome de Deus

A responsabilidade dos comentários é de seus autores.


Comentários

  1. O Senhor, pois, ouviu a voz de Israel, e lhe entregou os cananeus; e os israelitas destruíram totalmente, a eles e às suas cidades; e o nome daquele lugar chamou Hormá.

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Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
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