Em Bangladesh, homens desfiguram com ácido 2.700 mulheres

Neela  foi vítima do marido
 inconformado por não receber dote
Neela Khatunis (foto) foi obrigada a se casar aos 12 anos de idade. Dois anos depois, o seu marido jogou ácido no rosto dela. “Ele estava com raiva porque não tinha recebido um dote de minha família”, disse. “Seu plano era me vender na Arábia Saudita, e, como me recusei, ele jogou ácido em mim.”

Ela é uma das 2.700 vítimas de desfiguração com ácido por homens dos últimos 10 anos de Bangladesh, país asiático de 160 milhões de habitantes. Trata-se de um grande exportador de produtos têxteis cuja indústria usa o ácido sulfúrico na produzir corantes.

Maridos (ou namorados) vingativos e enciumado, portanto, conseguem com facilidade um pouco do ácido. A Justiça tem condenado os agressores, mas eles ficam pouco tempo na cadeia, geralmente menos de 10 anos.

A ong ASN (Acid Survivors Network ou Rede de Sobreviventes do Ácido) dá assistência a quase metade das vítimas. Neela disse que, se não fosse a ASN, seria mais difícil conviver com o seu rosto desfigurado porque assistência do governo é quase inexistente.

As sobreviventes têm de lidar para sempre com a rejeição da sociedade porque as cicatrizes trazem desonra e vergonha à família delas, além de serem tidas como culpadas, geralmente de adultério.

Na maioria dos casos, as vítimas são pobres.

Com informação do The Guardian

Afegã presa por ter sido violentada terá de se casar com estuprador.
novembro de 2011

Violência contra mulher.

Comentários

  1. Pouca diferença do que ocorre em Terra Brasilis...

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  2. @Avelino, seu intolerante. Jogar ácido na cara de mulheres faz parte da cultura deste povo, e é nossa obrigação respeitar seus costumes e pararmos de agir com este pensamento ocidental maligno de que liberdade individual (maldito individualismo!) é algo bom. Paremos de ser abolutistas morais e reconheçamos que moral, bom e mau varia de cultura para cultura e não somos melhores que ninguém para julgar alguém com costumes e cultura tão distantes do nosso. Tenho certeza que as mulheres de lá já estão acostumadas a serem desfiguradas e terem suas vidas destroçadas. Pare de ser intolerante.

    [fim ironia]

    É claro que não estou falando sério. Me lembro de um vídeo do Bill Maher onde ele justifica porque algumas culturas são melhores que outras e de que esse negócio de "relativismo cultural" é uma besteira.

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    Respostas
    1. Perfeito, é preciso partir do princípio de que o que causa sofrimento a alguém é moralmente incorreto.

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  3. Ainda tem gente boa, que FAZ alguma coisa pelo semelhante, e que provavelmente não tem tempo pra ficar postando sementes de pessimismo e máximas de nihilismo moral. Gente provavelmente que não é nem atéia nem religiosa; considera-se humana. Não faz estes típicos julgamentos dissociativos, fruto de mentes alienadas, pseudocríticas e intelectualíssimas que vemos pulular aqui. Gente que não quer saber de quem é a culpa, nem se o próximo possui ou não religião...ou criticidade. Gente que vê a dor e o sofrimento do outro e AGE. Acho que é por isso que o mundo ainda não papocou. De vez.

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  4. @Mozart, ok. E daí? Quais critérios vc utiliza para dizer que as pessoas que aqui comentam nada fazem pelo mundo ou pelas outras pessoas, seja ou não por questões religiosas?

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  5. Mozart, não vejo relação alguma nas analogias que você faz.

    Ninguém aqui prega o pessimismo, e sim contra o controle que a religião faz nas pessoas, com seus dogmas.

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  6. condenada com ácido por ser mulher e pobre! e o agressor? esse belo e formoso, protegido por ser homem!!

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