Orar para vítimas de furações não faz diferença alguma


Melhor ler isso
do que ser cego

Como um ateu deve se manifestar no Facebook diante de um post como esta aí, em cima?

Ele pode dizer que orar não faz diferença alguma a quem for atingido por furações.

Ou deixar passar em branco, como eu fiz, porque, no caso, quem postou a mensagem foi uma querida amiga e eu contive minha impertinência.

Eu, confesso, não entendo como pessoas inteligentes podem acreditar que orações ajudam a minimizar o sofrimento de quem tem a casa destruída, perdeu um parente e não tem alimento nem água potável.

Mesmo do ponto de vista crente, por assim dizer, isso não faz sentido.

Se oração e “bom pensamento” podem anular em parte as mazelas decorrentes de fenômenos naturais, isso deveria ter feito antes, para que não ocorressem furações.


Se Deus, em sua infinita bondade, pode ajudar agora os flagelados, por que ele então permitiu, antes, que furações matassem pessoas?

Consta que amigos de Diágoras de Melos tentaram convencê-lo de que os deuses existiam porque muitas pessoas se salvaram de tempestades por intercessão delas.

Diágoras, que era ateu, teria argumentado que, se os deuses existiam, eles também eram responsáveis pela morte de flagelados.

Orar fazer bem, mas só para quem ora, porque o crente se sente aliviado com sua consciência por achar que socorre o necessitado.

Se crentes quiseram, de fato, ajudar, que orem, mas também mandem dinheiro para as vítimas ou remédios ou alimentos, se não puderem atuar diretamente como voluntários.

Isso sim faz a diferença.






Pai-nosso não é oração universal nem entre cristãos

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