Programação religiosa na TV é desvirtuamento, diz procurador



TVs lucram milhões com um
serviço de concessão pública

A excessiva programação religiosa na TV aberta é desvirtuamento de um serviço público, disse o procurador da República Pedro Machado.

“Dá para comparar essa transferência indireta da concessão de um serviço a um espaço publicitário.”

Machado é o responsável pela ação civil que o Ministério Público de São Paulo moveu contra a CNT, que vende praticamente todo seu horário à Igreja Universal.

Pela legislação, a publicidade pode ocupar no máximo 25% da transmissão de uma TV.

O Ministério Público do Rio também abriu inquérito para investigar a CNT, além da Record, Bandeirantes, Rede TV! e Gazeta.

As empresas de TV lucram milhões de reais por ano com um bem que não lhes pertence, a concessão  de serviço.

Além disso, há a questão da laicidade do Estado brasileiro.

Disse o procurador da República Sérgio Suiama, do Rio: "Na praça, qualquer um pode pregar, mas na TV, que também é um espaço público, só quem paga pode fazer a pregação”.

Para ele, todas as igrejas deveriam ter acesso a esse espaço público.

“Ou proíbe todo mundo.”

Com informação de “O Globo” e de outras fontes.

Envio de correção.


Praga dos programas religiosos continua se alastrando na TV