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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Professores evangélicos vetam a cultura afro, diz pesquisadora

Evangélicos associam
 cultura afrodescendente
às coisas ao diabo
Os professores evangélicos estão boicotando o ensino obrigatório de história e cultura afro-brasileira, denunciou a pesquisadora Ana Célia da Silva, da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Ela disse que a aplicação da lei 10.639, de janeiro de 2003, em escolas públicas e particulares tem sido difícil por causa da resistência de professores que seguem orientação de igrejas evangélicas, além da falta de pessoal com formação adequada.

Afirmou que a cultura afro-brasileira está mesclada com uma religiosidade a qual, para os evangélicos, é coisa do demônio.

Para a pesquisadora, o maior desafio hoje é neutralizar a demonização por parte das igrejas evangélicas de elementos culturais dos afrodescendentes.

Silva disse saber de casos de professores evangélicos que não comunicam aos alunos e à direção de escola que recebem do MEC livros sobre o assunto.

A pesquisadora disse que a lei não abrange os cursos de formação de professores, o que “foi intencional”.

Tanto que, segundo ela, o lobby evangélico conseguiu que fosse vetado, na lei, o artigo que tornava a formação obrigatória para os professores de licenciatura.

Em 2012, em uma escola de Manaus (AM), houve um caso de alunos evangélicos do ensino médio que se recusaram a fazer um trabalho sobre cultura africana porque acharam que isso seria ofensa a sua religião.

Com informação do Portal EBC.





Alunos evangélicos recusam trabalho de cultura africana

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