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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Interpol agora procura Larissa, a mulher de Abdelmassih

Reprodução de foto do casamento
do ex-médico com ex-procuradora
A Interpol (Polícia Internacional) quer saber onde está Larissa Maria Sacco, 35, para poder interrogá-la porque é “suspeita de ajudar delinquente”, o seu marido e ex-médico Roger Abdelmassih, 70, que é tido como o maior estuprador do Brasil de todos os tempos. Ele foi condenado a 287 anos de prisão sob a acusado de ter violentado pelo menos 39 de pacientes da clínica de reprodução humana assistida que tinha em São Paulo.

Larissa e seus dois filhos gêmeos de três anos teriam deixado Assunção, Paraguai, na terça-feira (19) à noite rumo ao Brasil, em um carro Kia Carnival com chofer. Na tarde daquele dia a polícia paraguaia prendeu Abdelmassih, que tinha documento com o nome de Ricardo Galeano.

Francisco Javier Cristaldo Gómez, subchefe da Interpol no Paraguai, afirmou não ter sido expedida ordem de prisão a Larissa, mas um pedido foi envidado às autoridades brasileiras para que a mantenham monitorada.

O Ministério Público Federal do Brasil também tem interesse em ter a informação sobre o paradeiro de Larissa, porque ela está sendo investigada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que vinha cobrindo as despesas do casal no Exterior.

Abdelmassih e Larissa se casaram em uma cerimônia discreta no dia 6 de fevereiro de 2010. Antes, em 2009, o médico tinha passado pelo presídio de Tremembé, interior de São Paulo, por ser acusado de ter estuprado mais de 50 pacientes. Em dezembro desse mesmo ano, ele obteve um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para responder em liberdade as acusações. Em janeiro de 2011, o médico desapareceu do Brasil. Ao ser preso agora, ele afirmou à polícia que a ideia de fugir para o Paraguai foi de sua mulher.

Quando se casou com Abdelmassih, Larissa estava licenciada do cargo de procuradora do Ministério Público Federal em São Paulo. “Por motivos particulares” ela estava desfrutando de licença-prêmio e de férias. Não voltou ao trabalho. Em abril de 2011, já foragida com Abdelmassih, se exonerou após o MP recusar o seu pedido de uma renovação da licença, sem remuneração. O salário dela era em torno de R$ 20 mil.

Já na época, ela e a sua irmã Elaine Therezinha Sacco Kouri já estariam sendo usadas por Abdelmassih como “laranjas” — ambas eram sócias na Agropecuária Coelma, de Avaré (SP), empresa de fachada que “esquentava” o dinheiro do médico que estava congelado pela Justiça a pedido do Ministério Público.

Com informação das agências.





Resumo das acusações de abuso de 39 vítimas de Abdelmassih

Caso Roger Abdelmassih


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