sábado, 12 de abril de 2014

Vereadores querem dar arena pública esportiva a evangélicos

Ponta Grossa já gastou R$ 8,8 milhões nas obras
Vereadores Pastor Ezequiel e Adélia
atuam contra o interesse da população
O pressuposto é que vereadores cuidem da infraestrutura da comunidade, como a  de esportes e lazer, por exemplo. Mas em Ponta Grossa (Paraná), os vereadores pretendem tirar o pouco que a população tem para dar a evangélicos.

A Câmara Municipal aprovou em primeira discussão a proposta dos vereadores Pastor Ezequiel (PRB), na foto, e Adélia Aparecida Sousa (PSD), na foto, para que a arena poliesportiva (ainda em construção) seja usada como centro ecumênico cristão, onde se realizariam cultos, batismo e outras atividades religiosas. Ezequiel é pastor da Igreja Quadrangular. Ele se coloca como “Vereador do Povo de Deus”.

Os dois vereadores, com apoio de seus colegas, estão tentando confiscar a área de esportes porque, alegam, trata-se de instalação adequada para as atividades das religiões cristãs. O local possui uma concha acústica que garante bom som para shows e cultos, a iluminação é adequada e a piscina seria transformada em bastistério.

As obras da arena estão atrasadas e já custaram aos cofres públicos R$ 8,8 milhões. Ponta Grossa tem 331 mil habitantes e fica a 103 km de Curitiba, a capital.

Machado é contra
o projeto de lei
O projeto de lei do pastor Ezequiel e de Adélia foi vetado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara. Mas os vereadores derrubaram o veto, mesmo diante do parecer do IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) de que se trata de uma inconstitucionalidade.

Agora o projeto será submetido a segunda votação em data ainda não marcada. Se ele for aprovado, a manutenção do centro religioso ficará por conta dos cofres públicos. .

Aliel Machado (PCdoB), presidente da Câmara, na foto, disse ser contra o projeto de lei porque a arena poliesportiva, por ser um prédio público, não pode ter finalidade religiosa. Afirmou que os seus colegas vereadores deveriam garantir o “direito dos cidadãos”. Para ele, além de ser inconstitucional, o projeto prejudica uma população que “já padece de serviços públicos”.

Com informação de A Rede.





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