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quarta-feira, 6 de março de 2013

Indicação de Feliciano cria impasse em comissão da Câmara

Assessoria do deputado afirmou que ele
saiu da sessão com 'lágrimas nos olhos'
Deputados da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias, da Câmara, adiaram para amanhã (7) a escolha do seu novo presidente. A expectativa era de que a comissão confirmasse hoje o nome de Marco Feliciano para o cargo, que é uma indicação do partido dele, o PSC. Até hoje, há só um candidato ao cargo.

Feliciano, que também é pastor evangélico, tem sido apontado como homofóbico e racistas por ativistas do movimento gay e dos direitos humanos.

Em 2011, ele disse que os africanos descendem do filho maldito de Noé. Trata-se de Cam, que, segundo Felicano, se aproveitou do pai que tinha bebido vinho para ter com ele uma relação homossexual. O pastor chegou a afirmar naquele ano a uma revista que talvez esse fosse o primeiro registro de uma relação de pessoas do mesmo sexo, e não consensual, porque Noé estava nu em sua tenda fora de si.

O deputado-pastor tem negado que seja homofóbico e que apenas segue a Bíblia, que condenação esse tipo de relacionamento. Tem afirmado, também, que não é racista, inclusive porque tem sangue de africano.

Na sessão de hoje da comissão, a deputada Érika Kokay (PT-DF) questionou a indicação do Feliciano para o cargo, porque, para ele, lhe falta “afinidade”. “Ele afirmou que Aids é câncer gay, que os africanos foram amaldiçoados”, disse. “A candidatura apresentada pelo PSC fere o regimento interno.”

Domingos Dutra (PT-MA), atual presidente da comissão, disse ser "terminantemente contra" a eleição de Feliciano. "Não podemos deixar um fundamentalista assumir a comissão de Direitos Humanos."

A sessão terminou em impasse porque o deputado André Moure (SE), líder do PSC, afirmou que a indicação de Feliciano continuava firme. A Frente Parlamentar Evangélica estaria pressionando o partido a não desistir do pastor.

Ativistas do movimento gay fizeram um protesto durante a sessão. "Até o papa renunciou, Feliciano, sua batata já assou", gritaram.

"Meus direitos foram tolhidos. Fui arranhado, agredido, tive a mãe e a minha família xingadas. Mas meu espírito cristão me impede de revidar", disse Feliciano.

A assessoria de Feliciano afirmou no Twitter que o deputado foi quase agredido e que teve de sair do plenário da comissão escoltado por seguranças. Acrescentou que Feliciano tinha “lágrimas nos olhos”.





Com informação das agências.

Feliciano tenta se explicar, mas repete que África é amaldiçoada
março de 2013

Marco Feliciano
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