Lima Duarte afirma não ser adepto de nenhuma religião


ator Lima Duarte
'Não preciso amar
 Deus pelo avesso'

Lima Duarte deu uma entrevista em outubro de 2009 dizendo ser ateu como José Saramago (1922-2010), escritor que estava lançando na época o livro "Caim", mas não birrento como ele. “Não preciso ficar amando Deus pelo avesso como ele fica”, falou à Folha de S.Paulo.

Não se sabe quando Lima Duarte se deu por descrente — ele não fala sobre o assunto, talvez porque não gosta ou porque ninguém lhe pergunta.

Em entrevistas antigas, anteriores a 2009, o ator fala como se fosse espírita, religião dos pais dele.

América Martins, a mãe, foi médium em Ribeirão Preto (SP), em um centro espírita, do qual ela e o marido eram caseiros. Antes, ela tinha trabalhado em circo. O pai se chamava Antônio Martins. O casal era muito pobre.


Um dos entes que América incorporava era Lima Duarte — o espírito de luz dela. Por sugestão dela, o nome do espírito acabou sendo adotado como nome artístico do filho Ariclenes Venâncio Martins, que nasceu em Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento, no Triângulo Mineiro, em 29 de março de 1930.

Aos 15 anos, Antônio mandou o filho cair no mundo, e o Ariclenes acabou indo para São Paulo como carona em um caminhão de manga. Na grande cidade, o rapaz encontrou aconchego na zona da Madame Paulette, com quem morou três anos. Ariclenes queria ser locutor ou artista, e a Paulette o levou para fazer teste na Rádio Tupi. Ele foi reprovado por causa do seu sotaque caipira, mas conseguiu na emissora um trabalho como operador de som e depois como sonoplasta.

A sua carreira artística começou quando o diretor e roteirista Oduvaldo Viana (1892-1972) o aproveitou para um pequeno papel em uma radionovela. Foi Viana que lhe disse que Ariclenes não era nome que se pudesse usar no meio artístico.

A carreira de Lima Duarte tomou embalo na TV Tupi, onde ficou 27 anos. Junto com Walter Avancini, ele dirigiu a inovadora novela “Beto Rockfeller” (1968-1969). Depois, ele foi para a TV Globo, onde permanece até hoje.

Lima Duarte participou de mais de 80 novelas e 40 filmes. Na Globo, interpretou personagens que se tornaram antológicos, como Sinhozinho Malta (em Roque Santeiro) e Sassá Mutema (O Salvador da Pátria).

Em uma entrevista, o ator disse que costuma gravar o que fala, como exercício de voz. Afirmou que já gravou trechos de livros do filósofo alemão ateu Nietzsche. “Ele [o filósofo] é confuso, mas achei interessante.”

Lima Duarte vem dizendo não ser “adepto de nenhuma religião” e que a sua filosofia de vida “é a fraternidade, o amor ao próximo”.

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