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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 8 de setembro de 2012

Lima Duarte, ateu famoso

ator Lima Duarte
O ator afirma não ser
 birrento: "Não preciso
 amar Deus pelo avesso"
Lima Duarte deu uma entrevista em outubro de 2009 dizendo ser ateu como José Saramago (1922-2010), escritor que estava lançando na época o livro "Caim", mas não birrento como ele. “Não preciso ficar amando Deus pelo avesso como ele fica”, falou à Folha de S.Paulo.

Não se sabe quando Lima Duarte se deu por descrente — ele não fala sobre o assunto, talvez porque não gosta ou porque ninguém lhe pergunta.

Em entrevistas antigas, anteriores a 2009, o ator fala como se fosse espírita, religião dos pais dele.

América Martins, a mãe, foi médium em Ribeirão Preto (SP), em um centro espírita, do qual ela e o marido eram caseiros. Antes, ela tinha trabalhado em circo. O pai se chamava Antônio Martins. O casal era muito pobre.

Um dos entes que América incorporava era Lima Duarte — o espírito de luz dela. Por sugestão dela, o nome do espírito acabou sendo adotado como nome artístico do filho Ariclenes Venâncio Martins, que nasceu em Nossa Senhora da Purificação do Desemboque e do Sagrado Sacramento, no Triângulo Mineiro, em 29 de março de 1930.

Aos 15 anos, Antônio mandou o filho cair no mundo, e o Ariclenes acabou indo para São Paulo como carona em um caminhão de manga. Na grande cidade, o rapaz encontrou aconchego na zona da Madame Paulette, com quem morou três anos. Ariclenes queria ser locutor ou artista, e a Paulette o levou para fazer teste na Rádio Tupi. Ele foi reprovado por causa do seu sotaque caipira, mas conseguiu na emissora um trabalho como operador de som e depois como sonoplasta.

A sua carreira artística começou quando o diretor e roteirista Oduvaldo Viana (1892-1972) o aproveitou para um pequeno papel em uma radionovela. Foi Viana que lhe disse que Ariclenes não era nome que se pudesse usar no meio artístico.

A carreira de Lima Duarte tomou embalo na TV Tupi, onde ficou 27 anos. Junto com Walter Avancini, ele dirigiu a inovadora novela “Beto Rockfeller” (1968-1969). Depois, ele foi para a TV Globo, onde permanece até hoje.

Lima Duarte participou de mais de 80 novelas e 40 filmes. Na Globo, interpretou personagens que se tornaram antológicos, como Sinhozinho Malta (em Roque Santeiro) e Sassá Mutema (O Salvador da Pátria).

Em uma entrevista, o ator disse que costuma gravar o que fala, como exercício de voz. Afirmou que já gravou trechos de livros do filósofo alemão ateu Nietzsche. “Ele [o filósofo] é confuso, mas achei interessante.”

Lima Duarte vem dizendo não ser “adepto de nenhuma religião” e que a sua filosofia de vida “é a fraternidade, o amor ao próximo”.

"O conhecimento me chegou a cavalo"






Com informação de entrevistas concedidas pelo ator.

Ateus brasileiros famosos.   Ateus estrangeiros famosos. 

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