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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Harris critica a covardia moral diante da fúria de muçulmanos

Sam Harris
No artigo "Sobre a liberdade de ofender um deus imaginários",
Harris lamentou que se esteja abrindo mão de direitos básicos 
O neurocientista e militante ateu Sam Harris (foto), 45, escreveu um artigo com o título “Sobre a liberdade de ofender um deus imaginário” dizendo que ninguém se esqueça de que “somos livres para queimar o Corão ou qualquer outro livro e para criticar Maomé ou qualquer outra pessoa”, embora, observou, não seja isso que esteja ocorrendo ultimamente. 

Ele lamentou a onda de histeria muçulmana e de violência que varreu mais de 20 países por causa de um vídeo, o Innocence of Muslims ("A Inocência dos Muçulmanos"). Por conta disso, “as paredes de nossas embaixadas e consulados foram violadas por multidões triunfantes e muitas pessoas foram assassinadas.”

Escreveu que essa erupção de “raiva piedosa é tão previsível quanto o amanhecer”. “Essa já é uma história antiga e chata sobre velhas ideias mortais.”

Ele criticou o governo americano e a imprensa por defenderem a necessidade de haver um equilíbrio entre a liberdade de expressão e a liberdade de religião, como se esta pudesse ser violada por vídeo tosco do Youtube.

Para ele, o que tem havido diante dos baderneiros muçulmanos é uma “covardia moral”, como mostrou o governo americano ao tentar impedir que um pastor maluco, o Terry Jones, queimasse o Corão e, agora, ao pedir ao Google que retire de seus servidores o Innocence of Muslims.

Harris disse que essa covardia acabou contaminando até jornalistas liberais, que passaram a questionar as liberdades mais básicas da sociedade americana, cedendo à “fúria sadomasoquista chamada pelos muçulmanos de ‘sensibilidade religiosa’”.

O que está ocorrendo na verdade, segundo ele, não é uma questão religiosa, mas o uso da religião por parte de países de cultura islâmica contra a política externa dos Estados Unidos.

“A verdadeira fonte do problema pode ser encontrada na história da agressão ocidental a esses países”, disse. “É nossas políticas, mais do que a nossas liberdades, é que eles odeiam” e “a religião só funciona como pretexto para a violência política”

Portanto, para ele, não é verdade que “crimes imaginários”, como a blasfêmia e a apostasia, sejam, de fato, a causa dos tumultos e das mortes destes últimos dias.

“A liberdade de pensar em voz alta sobre determinados temas, sem medo de ser perseguido ou de ser morto, já foi perdida”, escreveu Harris. “E as únicas forças que podem recuperá-la são governos seculares fortes que possam enfrentar as acusações de blasfêmia com desprezo.”





Íntegra em inglês do artigo de Sam Harris.

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Fanatismo islâmico.


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