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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Indonésio é condenado por escrever que 'Deus não existe'

indonésio Alexander Aan
Alexander Aan foi acusado do crime de blasfêmia
A Justiça da Indonésia condenou o funcionário público Alexander Aan (foto), 31, a dois anos e seis meses de prisão por ter escrito no Facebook que “Deus não existe” e que também não acreditava em anjos, demônios, céu e inferno ou outros "mitos".

Em janeiro, Aan sofreu risco de linchamento por causa de sua mensagem na internet. Ele pediu socorro à polícia, que o livrou da ameaça da agressão popular, mas o prendeu pelo crime de blasfêmia. A sua situação de agravou porque ele também escreveu que Maomé teve relações sexuais com a empregada de sua mulher.

Aan teve de ser transferido da prisão de sua cidade, Dharmasrava, porque estava apanhando de detentos por ser descrente. Ele foi mandado para um local com mais segurança, na área rural de Padang, ao oeste de Sumatra.

Nesta prisão, ele tem procurado não falar sobre o motivo de estar ali. "A verdade é muito perigosa.”

Antes do julgamento, para tentar se livrar de condenação, ele chegou a dizer às autoridades que tinha se reconvertido ao islamismo, mas não conseguiu convencer.

The Guardian publicou em maio que Aan se tornou descrente quando tinha 11 anos de idade ao concluir não fazer sentido a existência de um deus ao mesmo em que há guerra, pobreza e sofrimento.

Naquela oportunidade, o rapaz manifestou ao jornal o temor de pegar a condenação máxima para esse tipo de crime — 11 anos.

Carlos A. Diaz, presidente da Atheist Alliance International, emitiu nota de protesto contra a condenação. “Esse julgamento é uma afronta aos princípios da liberdade de expressão e de consciência”, disse. “A lei da blasfêmia é arcaica e se trata de uma vergonha para um país que parecia estar se esforçando para se incluído no mundo desenvolvido.”

Em 2009, o presidente da Indonésia, Susilo Yudhoyono, fez um discurso com a promessa de que o país se tornaria em exemplo de liberdade, tolerância e harmonia. A Aliança Ateísta está cobrando o cumprimento de suas palavras.

A entidade, que já vinha arrecadando fundos para custear a defesa de Aan, pediu a ateus, humanistas e defensores da liberdade de expressão que pressionem as autoridades indonésias  — por intermédio destes endereços  —  para que a condenação seja revogada imediatamente.




Com informação do site da Atheist Alliance International.

Comentários no Facebook.  Alexander Aan.   Ateísmo.

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